Conar estuda volta do termo 'ordinária' na campanha 'Sabe de nada, inocente'

Órgão entrou com recurso contra a decisão que acatou seu próprio pedido de vetar o termo 'ordinária' do anúncio

Por O Dia

Rio - O Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária (Conar) confirmou que vai revisar a decisão que condenou em maio o uso da expressão "ordinária" em campanha do site Bom Negócio, veiculada na TV com o músico Compadre Washington.

Segundo a assessoria de imprensa do órgão, o veto ao termo gerou cerca de 100 reclamações de consumidores, pedindo uma reavaliação do caso. Por esse motivo, o Conar recorreu da decisão de primeira instância que havia acatado sua recomendação, invertendo o polo da denúncia.

Veto ao termo gerou cerca de 100 reclamações de consumidoresReprodução

Antes da decisão, o órgão havia recebido em torno de 50 reclamações de consumidores contra o anúncio, que consideraram ofensivo e machista o termo empregado por Compadre Washinton na campanha.

Até que o recurso seja julgado, o termo continuará vetado do anúncio, informou o Conar. Na decisão que condenou a campanha, a relatora justificou que não se deveria ter deixado o personagem tão livre, "a ponto de comprometer a linguagem do comercial".

Para a juíza, o fato de certos bordões terem sido conhecidos do público em outras épocas não os torna menos agressivos e ofensivos. Por isso, recomendou a alteração.

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