Por bferreira

Rio - O movimento de turistas mexeu também com a quantidade de empregos abertos no setor de turismo durante a Copa do Mundo. O segmento ofereceu mais de 48 mil oportunidades de trabalho no período. Outras 50 mil vagas foram criadas para as obras nos estádios. Segundo a Fundação de Estudos e Pesquisas Econômicas (Fipe), da USP, dos R$ 9,7 bilhões resultantes da Copa das Confederações, 51% foram revertidos para todo o país, enquanto 49% do total ficaram concentrados nas seis cidades que receberam o torneio em 2013. Estimativa da fundação mostra que já o Mundial teria potencial de retorno mais de três vezes maior.

O valor que a Copa do Mundo no Brasil movimentou na economia do país é da ordem R$ 142 bilhões entre 2010 e 2014. E a escolha das 12 cidades-sedes serviu para dividir a riqueza entre todas as regiões, com desenvolvimento para comércio, indústria e serviços.

Mas nem todos os setores da economia avaliam que o Mundial está sendo positivo. O comércio reclama que não foi favorecido com as atividades da Copa. Durante o mês de junho, os empresários do ramo afirmam que houve queda de 3,2% no movimento dos consumidores nas lojas de todo o país.

O resultado representa desaceleração em comparação ao movimento registrado em maio, quando a alta mensal foi de 0,6%. Conforme o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, em relação a junho do ano passado, a elevação foi de 0,7%, menor que os 5,2% atingidos em maio.

Para os economistas da Serasa, a menor atividade comercial seria provocada pelo impacto da Copa do Mundo. Os feriados decretados em algumas das cidades-sede e a redução do expediente do comércio motivaram redução do volume de negócios.

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