Banda larga ainda é problema no país

Preocupante perceber que somente 43% das residências brasileiras têm banda larga em casa

Por bferreira

Rio - Comitê Gestor da Internet está divulgando seu mais recente levantamento sobre a situação da banda larga domiciliar no país. Preocupante perceber que somente 43% das residências brasileiras têm banda larga em casa. São 27 milhões de lares. É um privilégio, considerando que se trata de uma ferramentafundamental para ‘a ordem e o progresso’ de todos.

Banda larga ainda é problema no BrasilArte%3A O Dia

Como é de se esperar, a distribuição dos recursos é sempre um problema. A banda larga está presente em 98% das casas da chamada classe A. Na classe B, o percentual cai para 80%. Daí, vai ladeira abaixo: despenca para 49% na classe C. Nas classes D e E, somente 8% têm banda larga em casa. Coletados entre setembro e fevereiro últimos, esses dados representam um desafio para governo e operadoras e, por outro lado, uma oportunidade para quem se dispuser a realmente democratizar o acesso.

Não faltam lacunas. O acesso de lares à internet chega a 48% nas áreas urbanas, e somente a 15% nas áreas rurais.

O acesso móvel é a solução, até porque a implementação da última milha (ou o trecho final de infraestrutura para levar a rede aos clientes) é sempre uma grande dificuldade. Nesse aspecto, diz Ana Paula Lobo, do Convergência Digital, as classes C, D e E ainda têm muito a crescer. A maior parte desses usuários ainda mantêm seus feature phones, aqueles aparelhos mais modestos, que não permitem acesso à internet.

No total, temos 156 milhões de acessos via banda larga, de acordo com números de maio divulgados pela Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil).

TODO CUIDADO É POUCO

Pilantras eletrônicos continuam agindo. O mais recente golpe, descoberto pela RSA, divisão de segurança da EMC, altera boletos bancários pagos via internet, transferindo a grana de inocentes para contas dos salafrários. Uns R$ 8,7 bilhões já teriam sido desviados ilegalmente entre fevereiro e maio passados — e boa parte dessa bolada seria de correntistas brasileiros. A gangue se aproveita de falhas de segurança e da desatenção do usuário. Com a instalação de um programa malicioso, os criminosos interceptam os pagamentos feitos através de boletos e redirecionam o dinheiro para onde bem entendem. Para a vítima, está tudo correto. Ela está certa de que pagou tal conta, e só sabe que foi ludibriada quando o credor começa a reclamar. Solução? Manter antivírus atualizado e não clicar em links enviados por desconhecidos. E olhe lá...

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