Por bferreira

Rio - A economia brasileira recebeu uma bolada de recursos da ordem de R$ 30 bilhões como resultado da promoção da Copa do Mundo deste ano. A conta foi feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a pedido do Ministério do Turismo. O cálculo considera investimentos direcionados para promover o Mundial em 2014, gastos da enxurrada de turistas que circulam pelo país e a criação de empregos relacionados à Copa. O resultado final é o triplo do que foi injetado com a promoção da Copa das Confederações de 2013.

Segundo a Fipe, o trabalho é baseado em estudo feito na competição do ano passado que reuniu as seleções campeãs continentais em Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Rio e Salvador. O torneio, segundo a pesquisa, injetou R$ 9,7 bilhões no PIB brasileiro, que é o conjunto de riquezas produzidas pelo país.

Já em termos de abertura de vagas de emprego, o Ministério do Turismo informou que a Copa do Mundo foi responsável pela criação de um milhão de postos de trabalho diretos e indiretos. O resultado equivale a 15% do número de oportunidades formais criadas ao longo do governo da presidenta Dilma Rousseff. Do número referente ao Mundial, 710 mil vagas são para empregos fixos e outros 200 mil temporários, mas todos com carteira assinada.

O levantamento da Fipe considera os impactos iniciais para promover o evento. Sendo assim, somou os investimentos em infraestrutura (R$ 9,1 bilhões), os gastos de turistas (R$ 448 milhões) e os investimentos do comitê organizador (R$ 311 milhões). Desses valores, obteve-se o efeito multiplicador na cadeia produtiva.

Para a pesquisa, foram ouvidas 17 mil pessoas e analisados os gastos e investimentos para o evento.

Resultado ficará acima do previsto

Com a confirmação dos números da Fipe, o valor acrescido ao PIB ficará acima do previsto em investimentos na Matriz de Responsabilidades, documento vinculante que estipula obrigações de autoridades e outras entidades vinculadas à Copa. Inicialmente, o esperado somava R$ 25,6 bilhões.

O valor inclui R$ 8 bilhões para construção e reforma de estádios, e o restante seria para obras de mobilidade urbana, portos e aeroportos, além de investimentos em infraestrutura turística.

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