Taxa de câmbio chega a R$ 100

Consumidor precisa pesquisar melhor cotação e negociar para conseguir vantagens

Por O Dia

Rio - Turistas e brasileiros que vão trocar moeda estrangeira devem pesquisar bem para encontrar o melhor preço. Bancos e casas de câmbio cobram, em média, de R$ 20 a R$ 100 de taxa de serviço na venda das divisas. Mas o valor pode ser reduzido e até anulado se o cliente souber negociar.

Vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira explica que a única taxa obrigatória é o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), de 0,38%. “Outras tarifas relativas a serviço são opcionais e muitos estabelecimentos não cobram, para serem mais competitivos”, afirma.

Os consumidores também precisam ficar atentos à cotação da moeda usada no momento da troca. Roberto Navarro, fundador do Instituto Coaching Financeiro, lembra que o valor no câmbio não é o comercial, mas sim o turismo, um pouco mais alto.

“É importante negociar sempre. Para trocas acima de US$ 1 mil, por exemplo, a maioria dos bancos e casas de câmbio oferece promoções, como isenção da tarifa de serviço, que varia de R$20 a R$ 100, e uma cotação melhor. Não vale a pena ir várias vezes trocar dinheiro, é melhor juntar e trocar uma quantidade maior”, avalia o especialista.

Segundo Navarro, os doleiros ou demais estabelecimentos que não são legalizados no Banco Central devem ser evitados. “É um risco. Pode acontecer de o consumidor pegar uma nota falsa, por exemplo, e ter problemas no exterior”, explica.

CARTÕES SÃO MAIS CAROS

Outra dica é não deixar para comprar dinheiro em espécie no exterior. “Sai muito mais caro. Fizemos a experiência nos Estados Unidos. Quem trocou dólar no Rio pagou R$ 2,37, enquanto aqueles que deixaram para comprar no exterior pagaram R$ 2,85”, diz.

Uma dúvida comum é sobre os cartões de crédito e pré-pagos. Atualmente, ambos cobram uma taxa de 6,38%, mas têm a vantagem de garantir maior segurança ao viajante, que não precisa carregar dinheiro.

“Uma desvantagem do cartão de crédito é que a cotação usada não é a do dia da compra, mas sim do dia da fatura. Ou seja, o consumidor pode ser surpreendido negativamente com uma cotação mais alta”, pondera Miguel de Oliveira.

No entanto, Roberto Navarro ressalta que no cartão de crédito a cotação usada é a oficial e, portanto, a mais baixa. “Mas esse tipo de ferramenta é recomendada apenas para quem tem disciplina com o dinheiro. Se o cliente não tiver como pagar a conta depois, serão cobrados juros absurdos”, alerta.

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