Por bferreira

Brasília - Mesmo diante de uma leve recuperação do comércio, a economia brasileira encolheu 0,18% em maio, informou ontem o Banco Central (BC). É a segunda queda da prévia do indicador no ano e a maior retração desde dezembro do ano passado. O resultado, contudo, ficou acima das expectativas do mercado, que projetava baixa de 0,3% no mês devido ao desempenho da indústria.

O Índice de Atividade Econômica (IBC-BR) do BC, indicador criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), registrou uma variação acumulada de 1,95% em 12 meses e de 0,70% no ano. O PIB é a soma de bens e serviços produzidos no país, que serve para medir o crescimento da economia.

De acordo com os dados revisados, a retração só não ficou abaixo de fevereiro, quando atingiu -0,09%. O recuo também é o menor desde dezembro de 2013, quando chegou a -1,37%.

Segundo o BC, na comparação com maio de 2013, houve queda de 0,17%, de acordo com dados sem ajustes, uma vez que o levantamento é feito entre períodos iguais. Em 12 meses encerrados em maio, a expansão ficou em 1,93% e, no ano, o crescimento chegou a 0,58%.

RESULTADO SERIA PIOR

Reunindo informações sobre a atividade da indústria, comércio e serviços e agropecuária, o resultado poderia ser ainda pior se não fossem as vendas impulsionadas pela Copa do Mundo, como no caso dos televisores.

Para analistas, a indústria enfrenta dificuldades, e o comércio varejista não está muito atrás. Afinal, segundo o IBGE, o crescimento das vendas (0,5%) foi baixo em maio na comparação com abril, apesar dos três meses anteriores terem sido de quedas consecutivas.

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