Por bferreira

Rio - Ter um plano de saúde se tornou uma necessidade para as famílias brasileiras. Mas, antes de fechar o contrato com a seguradora, é necessário ter cautela. O primeiro passo para não acabar comprando um problema é pesquisar todas as opções no mercado. Avaliar os serviços e compará-los às características dos futuros beneficiados são as melhores opções para encontrar um plano ideal.

Alguns pacotes oferecem, por exemplo, apenas serviço de enfermaria, o que não seria suficiente para pessoas com doenças crônicas, visto que não cobrem internações hospitalares nem cirurgias com anestesia que exijam período de observação pós-operatória. Outros planos incluem apenas consultas médicas em consultórios, podendo suprir a necessidade de determinados perfis.

Por Marco Quintarelli

PERGUNTA E RESPOSTA

“Quero fazer um plano de saúde para a minha família, mas nem sei por onde começar. São tantas as opções no mercado e as formas disponíveis de convênio, que não sei o que escolher. Pode me ajudar?”

Luiz Alberto, Madureira

Prezado Luiz, realmente as variações são bem amplas. Em primeiro lugar, você tem que decidir o tipo de plano de saúde que você vai contratar. Os principais são os ambulatoriais, que incluem consultas médicas em consultórios e ambulatórios. Abrangem atendimentos e procedimentos de urgência e emergência, além de exames de laboratório e imagem, até as primeiras 12 horas. Mas não cobrem internações hospitalares nem cirurgias com anestesia que acarretem um período de observação pós-operatória no hospital.

Há ainda o plano hospitalar, que, além das consultas, garante a cobertura de internações, inclusive em UTI, exames complementares, transfusões, tratamentos de quimioterapia e radioterapia e outros. Pode ser com ou sem o atendimento de obstetrícia. Esses planos de saúde podem ser tanto individuais quanto familiares.

Fique atento também ao prazo de carência, que é permitido por lei e deve constar no contrato. Durante um período preestabelecido, você não pode usar todos os benefícios previstos no plano.

De quem sofre de uma doença preexistente — aquela que já fora diagnosticada antes da adesão ao plano —, ou ainda está cumprindo o prazo de carência, poderá ser cobrado um valor adicional pelo tratamento, o que é chamado de agravo.

Existem outras opções, como o seguro saúde, que possibilita a livre escolha de médicos e hospitais, com direito a reembolso. Ele é diferente do plano de saúde e, com certeza, com mensalidades mais caras que as da outra modalidade.

A Lei 9.656 de 1998, da Agência Nacional de Saúde (ANS) regulamenta todos os contratos de planos e seguros saúde e garante o atendimento para todas as doenças reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Por fim,o mais importante é procurar uma operadora com tradição de mercado.

Marco Quintarelli é consultor do Grupo AZO. Segunda-feira, Sucesso nos Concursos.

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