Por adriano.araujo

Rio - Alguns professores que participaram da greve na rede estadual e estão retornando às salas de aula para repor o período não trabalhado se queixaram à coluna sobre a impossibilidade de lecionar nas unidades que estavam à época da paralisação. O professor Eduardo Paparguerius, do Colégio Estadual Herbert de Souza, por exemplo, contou que a direção da escola informou que os docentes deviam se dirigir à Metropolitana VI, pois haviam perdido sua lotação.

“A nossa preocupação é cumprir o que determina o decreto, ou seja, repor a aula na escola que estávamos quando iniciamos a paralisação”, disse.

A Secretaria Estadual de Educação esclareceu à coluna que o professor que estiver sendo impedido de entrar na escola deverá procurar a diretoria regional para solucionar a situação. “A secretaria reafirma que o docente deverá repor as aulas na unidade em que estava lotado durante a greve”, confirmou em nota.

A pasta informou ainda que o professor deve começar a trabalhar na escola para onde foi encaminhado, ou seja, a nova lotação, e, no mesmo período, fazer a reposição na antiga escola de origem.

O decreto publicado no último dia 15 no Diário Oficial abonou, para efeitos disciplinares e remuneratórios, as faltas dos servidores da rede entre 12 de maio a 27 de junho.

Segundo a pasta, desde a publicação do documento, a Subsecretaria de Gestão de Pessoas começou a orientar as 306 escolas da rede, impactadas pela situação, por meio de suas coordenações regionais.

Caberá à Diretoria de Cadastro e Movimentação de Pessoal da Superintendência de Administração de Pessoas da secretaria adotar os procedimentos necessários para arquivar os processos administrativos instaurados contra os docentes estaduais que aderiram à paralisação durante os 47 dias.

COMISSÃO

A Prefeitura do Rio regulamentou a criação da Comissão Permanente de Avaliação, com objetivo de acompanhar o plano de ampliação da jornada de trabalho para 40 horas semanais da rede municipal. De acordo com o decreto do prefeito Eduardo Paes, o grupo será responsável por elaborar os critérios para a migração e tirar dúvidas dos docentes.

NOVO PRAZO

?O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) ampliou o prazo de pagamento da ajuda de custo de R$ 200 para o próximo sábado, dia 26. O valor está sendo repassado para os docentes que sofreram corte salarial em decorrência da greve. O atendimento de segunda a sexta vai das 11 às 19h, e aos sábados, das 10 às 14h.

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