Problemas no retorno de grevista à escola

Sindicato relata que docentes teriam enfrentado filas para se reintegrar nas escolas de origem

Por O Dia

Rio - O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) relatou à coluna ontem um princípio de tumulto envolvendo professores que aderiram à greve na rede de ensino em maio e junho e que foram convocados à sede da Coordenadoria Metropolitana 1 (Nova Iguaçu). Eles teriam que efetuar a reintegração nas escolas de origem.

Segundo Marta Moraes, integrante da coordenação do Sepe, os docentes tiveram que enfrentar uma grande fila, que também contava com a presença de professores concursados. Este grupo, segundo o sindicato, também foi convocado pela Secretaria de Educação, para escolher as unidades de ensino. Conforme alguns relatos, os concursados receberam senhas prioritárias para o atendimento. Tal medida estaria beneficiando os contratados em vez dos servidores.

A coluna procurou a secretaria que, em nota, ressaltou que as informações fornecidas pelo Sepe não procediam.

Segundo a Coordenação de Gestão de Pessoas da Metropolitana I, os professores grevistas que perderam a lotação em sua escola de origem foram convocados a comparecer à regional, até a última terça-feira, dia 22, para que fossem feitas suas realocações. O chamado ocorreu por meio de telegrama, comunicado enviado à escola e telefonema.

De acordo com a pasta, um grupo de professores do CE Rangel Pestana compareceu somente ontem e, mesmo após o prazo estabelecido para apresentação, foi recebido pela coordenadora de gestão de pessoas e já escolheu a nova escola de lotação.

Em relação aos docentes contratados, que também aguardavam no local, a coordenação informou que eles foram dispensados e que retornarão outro dia à regional. Com isso, não houve distribuição de senha prioritária.

DIREITO DE GREVE

Os profissionais de Educação das redes municipal e estadual do Rio fazem hoje ato pelo direito de greve. O encontro será às 18 horas, no auditório da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Os servidores argumentam que os grevistas têm sofrido retaliações por parte do governo. Haverá ato em solidariedade aos educadores que tiveram salários descontados e com processos administrativos por conta da paralisação.

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