Por felipe.martins

Rio - Duas em cada dez casas que possuem canais de TV por assinatura têm instalações clandestinas. A prática de furto de sinal vem crescendo no país e já chega a 4,2 milhões de residências no Brasil. O contingente representa pelo menos 18% do total de domicílios com acesso a canais fechados de TV.

Furto ocorre em todas as classes sociais%3A 38% não acham que é crimeEBC

Os dados são de um levantamento feito pela empresa H2R Pesquisas Avançadas, a pedido da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA). O estudo foi apresentado durante a Feira e Congresso ABTA 2014, promovida em São Paulo, esta semana. Foram ouvidos 1.750 consumidores em 16 cidades brasileiras, de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

De acordo com o levantamento, 58% dos usuários que praticam o furto de sinal de TV paga estão em cidades do interior e os outros 42% nas regiões metropolitanas. As entrevistas apontaram também que o uso irregular do serviço ocorre em todas as classes sociais, sem distinção.

A pesquisa considerou não apenas aqueles consumidores que admitem desviar sinal de assinatura, mas também os que não assumem a clandestinidade, ao informarem em suas respostas que assistem a programas da TV paga sem ter assinado pacotes oferecidos pelas operadoras do serviço.

Segundo a Anatel, o total de assinantes de TVs pagas em maio era de 18,5 milhões no país. Mas a pesquisa revela haver 22,7 milhões de pontos conectados a programas de pacotes por assinatura. O estudo aponta ainda que, para 38% dos consumidores conectados de maneira irregular, ter uma TV clandestina não seria contravenção.

Quem menos admite erro é de faixas de renda baixa

O estudo aponta que os consumidores que não assumem o erro representaram 16% dos entrevistados e estão nas classes D e E. Outros 13% na classe C, 10% na classe B e apenas 8% na A. Entre os que foram identificados como clandestinos, 38% admite que furtam sinal, prática mais recorrente entre quem tem de 40 a 50 anos.

Projeto de lei que trata da punição para a interceptação ou recepção não autorizada dos sinais de TV por assinatura está em tramitação na Câmara. A proposta considera a prática como crime e detenção por seis meses a dois anos.

CONFIRA

EXPANSÃO

Segundo dados da Anatel, o setor de TV por assinatura teve alta na expansão de 11,31% no ano passado. Conforme a agência reguladora, o serviço está presente em 28,42% dos domicílios em todo o país.

SUDESTE NA FRENTE

A região do país que tem mais TVs por assinatura é a Sudeste, com 40,2% dos casas em 2013. Em seguida, vem a Região Sul, onde 28,77,1% dos lares estão ligados à TV fechadas. Já Região Centro-Oeste possui 26,39% das residências com pacote de assinaturas. A Região Norte tem 18,22% e o Nordeste, 12,78%.

DISTRITO FEDERAL

O Distrito Federal é o primeiro do ranking com 53,53% das casas que têm o serviço de TV paga. O Piauí mantém o percentual mais baixo, com 7,14% das residências com o serviço.

EXPECTADORES

Levando em conta o número médio de 3,2 pessoas por domicílio, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o serviço de TV a cabo atende a 57,6 milhões de consumidores brasileiros.

PARTICIPAÇÃO

A participação do serviço prestado por satélite chega a 61,75% da base de assinantes em dezembro de 2013 e a do serviço a cabo, 38,12% dos assinantes. A NET está na frente do mercado, com 53,61% de participação, seguida pela Sky/Directv, com 29,81%. A Oi tem 4,6%, GVT, 3,76% e Telefônica, 3,3%.

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