Por bferreira
Publicado 16/08/2014 01:23

Rio - Os empréstimos às distribuidoras de energia vão impactar diretamente o valor das contas de luz. Os consumidores sentirão o peso dos R$17,7 bilhões repassados para cobrir despesas das empresas do setor nos próximos três anos. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o reflexo será uma correção de 2,6% em 2015, de 5,6% em 2016, e de 1,4% em 2017.

As distribuidoras já fizeram um empréstimo de R$11,2 bilhões. Agora, no entanto, o Ministério da Fazenda negocia um novo aporte, de R$6,5 bilhões. É para amenizar o impacto da compra de energia mais cara de termelétricas, acionadas porque a seca que ameaça o abastecimento de água na Região Sudeste diminui a capacidade das usinas hidrelétricas de gerar eletricidade.

A situação é tão grave que até as próprias hidrelétricas estão comprando energia cara das termoelétricas, para cumprir os contratos. Mas as usinas e as distribuidoras não puderam repassar para os clientes esse aumento nos custos. Estes devem cair na conta do consumidor, que arcará com aumento, em 2015 ou 2016 ou por meio de aumento de tributos.

Governo reconhece que custo terá que ser repassado

A Agência Nacional de Energia Elétrica e o próprio ministério reconheceram que o custo dos empréstimos às empresas de energia será repassado para os consumidores, ao longo de dois anos, a partir do ano que vem. Mas a pasta espera que alguns fatores façam diminuir o impacto no aumento das tarifas.

Em 2015 terminam alguns contratos de concessões de energia. E, segundo o ministério, pelas normas do novo regime, os contratos permitirão às geradoras fornecer a energia a um custo mais baixo. A outra expectativa é a previsão de chuvas para o ano que vem.

Já para a Associação Brasileira de Companhias Elétricas o momento é do consumidor torcer por mais chuvas. De acordo com a entidade, o governo deveria ter feito leilões com preços mais realistas e investido mais em geração de energia.

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