Por bferreira

Rio - O rendimento médio real do trabalhador cresceu em três das quatro regiões metropolitanas do país analisadas pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME), de junho para julho deste ano, conforme divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A maior alta foi observada no Recife, onde o valor médio cresceu 1,2% e chegou a R$1.513,10. Já no Rio, o rendimento médio do trabalhador em julho ficou em R$ 2.285,60, ou seja, 0,7% do registrado em junho. Em Belo Horizonte, houve leve alta de 0,2% e o valor chegou a R$ 1.898,70.

Apenas em São Paulo, houve queda do rendimento médio real: -0,5%. O valor passou de R$ 2.112,83 em junho para R$ 2.102,70 em julho. Devido à greve dos servidores do IBGE, informações da pesquisa mensal de Salvador e de Porto Alegre ainda não estão disponíveis. Assim, não foi possível calcular a média nacional do rendimento real do trabalhador, que tem por base as seis regiões metropolitanas. A divulgação das taxas dessas duras regiões foi reprogramada para o próximo dia 25 de setembro.

Entre os segmentos da economia, a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) também constatou que, na comparação com junho, o destaque na geração de postos de trabalho, na passagem de junho para julho, foram os serviços prestados às empresas no Rio de Janeiro (com alta de 8,3%), como limpeza e segurança. Já a indústria da Região Metropolitana de Belo Horizonte apresentou queda de 8,1% no ano.

93% dos reajustes acima da inflação

Quase todos os 340 acordos coletivos de trabalho assinados no primeiro semestre resultaram reajustes salariais acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), segundo dados do Sistema de Acompanhamento de Salários do Departamento Intersindical de Estudos de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O estudo mostra que em 93% das negociações houve aumentos reais, sendo a maioria na faixa de 1% a 2%.

A parcela é um pouco acima da registrada em 2103, quando 83,5% da negociações levaram a reajustes acima do INPC. A maior parte dos reajustes em que os trabalhadores só conseguiram repor a perda inflacionária situou-se no ramo dos serviços (7%). Na indústria, 5% das negociações tiveram correção abaixo do índice.

Desemprego tem ligeira alta

A taxa de desemprego medida pela PME, do IBGE, subiu em três das quatro regiões metropolitanas analisadas, na passagem de junho para julho. No Recife, a taxa cresceu de 6,2% em junho para 6,6% em julho.

Mais duas capitais com aumento da taxa de desemprego foram o Rio (cujo índice subiu de 3,2% para 3,6%) e Belo Horizonte (que passou de 3,9% para 4,1%). Apenas a região metropolitana de São Paulo teve queda na taxa, ao passar de 5,1% para 4,9%.

Em relação a julho de 2013, ficou estável em Recife e Belo Horizonte, e houve recuos no Rio de Janeiro e em São Paulo.

A população desocupada (pessoas sem trabalho que buscavam uma ocupação) foi considerada estável em relação ao mês anterior. Comparada a julho de 2013, a população desocupada foi considerada estável em Recife e Belo Horizonte, e recuou no Rio (-26,4%) e em São Paulo (-17,5%).

“Você percebe uma migração importante para a população não economicamente ativa, seja vindo da população desocupada ou população ocupada”, diz a técnica da Coordenação de Rendimento e Trabalho, Adriana Beringuy.

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