Oi contrata BTG Pactual para preparar oferta por TIM Participações

Movimento acontece um mês antes de o governo realizar o leilão de telefonia móvel 4G

Por O Dia

Rio - A Oi contratou o BTG Pactual para viabilizar uma oferta pela TIM Participações um mês antes de um importante leilão de licenças de telefonia móvel de quarta geração (4G). Em fato relevante no fim desta terça-feira, a Oi informou que o banco BTG Pactual atuará como comissário "para, agindo em seu próprio nome e por conta e ordem da Oi, desenvolver alternativas para viabilizar proposta para a aquisição da participação detida indiretamente pela Telecom Italia na TIM Participações".

A Telecom Italia detém 67% da TIM Participações. O valor da fatia, a preços de mercado, é de cerca de R$ 18,4 bilhões. A iniciativa da Oi acontece enquanto a espanhola Telefónica e a Telecom Italia travam uma batalha para adquirir a operadora brasileira de banda larga GVT, propriedade da francesa Vivendi.

Paralelamente, a Claro passa por processo de unificação de suas operações com Embratel e Net, todas companhias do grupo mexicano América Móvil. A Oi não era vista como provável protagonista na recente rodada de consolidação na indústria de telecomunicações no Brasil.

Todas as movimentações de consolidação ocorrem ao mesmo tempo em que as operadoras de telefonia se preparam para o leilão da frequência de 700 MHz do 4G, marcado para 30 de setembro.

O preço mínimo total das seis licenças no leilão é de R$ 7,7 bilhões. Além disso, as empresas terão que gastar R$ 3,6 bilhões na limpeza da faixa, atualmente usada pela radiodifusão analógica.

Na semana passada, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, reconheceu em entrevista à Reuters que o processo de consolidação no setor tem influência sobre o leilão de 4G, mas disse que o governo não mudará os prazos. "Isso não é problema nosso", afirmou.

Telecom Itália quer comprar GVT

Esta semana, quatro fontes disseram à agência Reuters que a Telecom Italia fará uma oferta de cerca de 7 bilhões de euros pela GVT, que deixará a Vivendi com uma fatia de 15% a 20% no grupo italiano.

Todas as movimentações de consolidação ocorrem ao mesmo tempo em que as operadoras de telefonia se preparam para o leilão da frequência de 700 MHz do 4G, marcado para 30 de setembro.

O preço mínimo total das seis licenças no leilão é de R$7,7 bilhões. Além disso, as empresas terão que gastar mais R$ 3,6 bilhões na limpeza da faixa de frequência, atualmente usada pela radiodifusão analógica.

Na semana passada, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, reconheceu em entrevista que o processo de consolidação no setor tem influência sobre o leilão de 4G, mas disse que o governo não mudará os prazos. “Isso não é problema nosso”, declarou o ministro.

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