Peixe com até 30% de desconto

Varejo faz do dia 1º ao dia 14 de setembro campanha para estimular consumo e aumentar vendas

Por O Dia

Rio - O preço do quilo do peixe vai baixar nos próximos dias. Entre 1º e 14 de setembro, os supermercados do Rio vão participar da Semana do Peixe, com ofertas para estimular o consumo de pescado. A expectativa é de queda no valor do alimento entre 15% e 30%. As vendas devem aquecer em torno de 30% no período.

Com o preço reduzido, a aposentada Tânia Aguiar, de 51 anos, pretende consumir mais pescado. “Se pudesse eu comeria peixe todos os dias. Acho que agora vou conseguir”, comemora.

Esta semana na rede de Supermercados Mundial, o quilo da tilápia ou da corvina custa R$ 8,85, e o do salmão fresco sai por R$ 24,90. Para a Semana do Peixe, promovida pelo Ministério da Pesca, os preços estarão em média 20% mais baratos. Ou seja, os dois primeiros custarão R$ 7,08 e o outro ficará em torno de R$ 19,92.

“Peixes frescos e congelados mais vendidos terão quantidade maior para atender a demanda”, disse o gerente do Mundial da Rua Riachuelo, no Centro, Erivaldo Marreros.

Iniciativas iguais vão ocorrer em outras redes, como o do Hipermercado Extra, que vai promover o Festival de Pescados, de 2 a 30 de setembro.

A expectativa da Comissão Organizadora do Ministério da Pesca e Aquicultura nesta 11ª edição, que já é considerada como a “segunda Semana Santa”, é baixar o preço do pescado em até 30% e aumentar as vendas também em torno de 30%.

Dados da última pesquisa feita pelo IBGE indicam que cada brasileiro consome, em média, sete quilos de peixe por ano, bem abaixo dos 12kg recomendados pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

Por semana, a podóloga Angela Maria, 51 anos, compra cerca de três quilos de peixe, geralmente anchova, sardinha e cará.

“Acabo levando os peixes que estão na promoção. Com essa oferta, vou poder comprar outros tipos também”, disse a consumidora.

Quem também gostou da Semana do Peixe foi o autônomo Sergio Braga, 41, que compra sardinha para distribuir para moradores mais pobres da comunidade do Morro da Coroa, no Catumbi.

“Eu compro o peixe mais barato para ter maior quantidade e distribuir para o pessoal da comunidade. Gasto R$ 20 por semana. Não sou candidato, faço porque eu gosto. E com peixe mais barato, vai dar pra ajudar mais gente”, disse.

No período da Semana do Peixe haverá iniciativas como cursos, palestras, seminários, festivais gastronômicos e degustações do produto. O evento faz parte do calendário nacional desde 2003, quando foi criada a Secretaria Especial da Aquicultura e Pesca.

Nos supermercados, será distribuída cartilha orientando como escolher o pescado fresco, os cuidados com a manipulação e o armazenamento, além de mostrar os diversos tipos de pescados e suas particularidades de manuseio e preparo.

SAIBA MAIS

Mesmo sendo sinônimo de saúde, é preciso saber qual o melhor peixe para o consumidor. “É um alimento de fácil degustação e rico em vitaminas. O ômega 3 diminui o colesterol ruim e é bom para os olhos e o cérebro”, explica a nutricionista funcional Roberta Thawana.

O problema de alguns peixes, diz a especialista, é a contaminação por metais tóxicos como o mercúrio, que prejudicam o sistema nervoso central.

“O peixe de água salgada mais recomendável é o salmão e o de água doce é a tilápia. É preciso evitar peixes de vida longa, como o cação, que é conhecido como lixeiro do mar”, diz Thawana, que também é consultora da Netfarma.

Segundo a nutricionista, é aconselhável comer peixe, no mínimo, três vezes por semana e alternar com carne bovina, de frango e ovos, de preferência cozidos.

O aumento do consumo é fundamental para se obter os benefícios que o alimento oferece, defende Thiago De Luca, diretor da Frescatto Company, uma das maiores empresas de pescado do Brasil.

“Vender um produto saudável, apesar do consumo brasileiro ainda ser baixo, é motivo de muita satisfação. A ideia é divulgar cada vez mais a importância do consumo para que este número aumente”, diz.

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