Respeitando a privacidade do usuário

O Viber, para quem não sabe, é um serviço semelhante ao do Skype e ao do WhatsApp, entre outros menos cotados

Por O Dia

Rio - Conversei dia desses com o Luiz Felipe Barros, diretor-geral do Viber no Brasil. Reforçou o que já comentamos aqui: qualquer hora dessas teremos que voltar a respeitar a privacidade, esse bem que está meio esquecido graças a tanto ego solto pela rede.

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O Viber, para quem não sabe, é um serviço semelhante ao do Skype e ao do WhatsApp, entre outros menos cotados. São aplicativos com que os usuários fazem ligações ou enviam mensagens, fotos ou vídeos gratuitamente, aproveitando o pacote de dados do seu smartphone.

Vem daí o sucesso desse tipo de aplicativo em todo o mundo, porque os usuários não têm que se preocupar com minutos excedentes no seu pacote de voz ou número baixo de mensagens instantâneas (SMSs) permitidas, por exemplo. Vai tudo pela rede da operadora. Como o pacote de dados costuma ser bem mais generoso que o de voz, nada indica que voltará atrás.

Por aqui, uma boa referência para esse tipo de serviço ainda é o veterano Skype, que nasceu em 2003 (e parece que foi ontem!). E temos também o WhatsApp, que apareceu em 2009 e acabou sendo vendido para o Facebook em fevereiro passado, por US$ 16 bilhões.

Já o Viber começou a operar em 2010 e hoje tem 400 milhões de usuários ativos. Destes, são 17 milhões de brasileiros. E contando, porque o Viber finalmente resolveu sair do armário aqui no Brasil e vir a público dizer que está positivo, operante e querendo agitar.

De qualquer maneira, o que o Viber me mostrou de interessante é que está bem afinado com a necessidade crescente de preservação da privacidade. A começar por uma característica pouco conhecida: nenhuma das informações trafegadas em suas redes é guardada pelo Viber. Tudo o que é conversado entre você e seus interlocutores fica armazenado apenas no seu aparelho. Se, por acaso, o aplicativo for excluído dele, você vai perder todos os registros.

Outros apps trabalham armazenando todas as conversas, incluindo os arquivos de fotos ou vídeos. É isso que permite que governos e desgovernos de todo o mundo obriguem que esses serviços entreguem o conteúdo, em investigações dos mais diversos tipos.

É por essas e por outras que há quem aposte que o Viber está para o WhatsApp assim como, há poucos anos, o Facebook estava para o Orkut aqui no Brasil. O Orkut, a gente lembra, era todo-poderoso, e ninguém poderia imaginar que sucumbiria. Agora em outubro, no entanto, ele será desativado para todo o sempre. Perdeu para o Facebook, que soube se criar no mundo mobile.

VIVA O WI-FI

Arguto observador da vida prática do carioca, nosso camarada Jorge Macarrão comenta que acesso à internet sem fio via redes de wi-fi, tinha que ser tão acessível nas ruas quanto a luz elétrica. A gente não precisaria nem pensar se existe ou não alguma conexão aberta. Está certo o dileto alvinegro. Cidades bem mais modestas que o nosso Rio mantêm redes sem fio amplas, gerais e irrestritas. Restaurantes, shoppings, metrô, ônibus... Muita gente oferece sua redezinha gratuitamente.

Por aqui, temos acesso wi-fi na orla e em alguns pontos da Zona Sul, e olhe lá, mas Centro e Zona Norte não contam com o mesmo tratamento. Quando há algo funcionando, nem sempre dá pro gasto.

Será que a instalação de redes wi-fi não seria um bom investimento de marketing para as empresas? Já passamos da idade de esperar que o Estado forneça tudo de que necessitamos. Até porque, convenhamos, esperar pelo Estado não costuma adiantar muito.

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