Por bferreira

Rio - O mercado de shopping centers no Brasil começa a seguir os mesmos passos do setor supermercadista, que aposta em modelos de conveniência em seu plano de expandir para cidades com população entre 80 mil e 300 mil habitantes. Seja no interior ou na região metropolitana de grandes centros urbanos, esses municípios podem impulsionar o potencial de crescimento do setor.

Os grandes empreendimentos não vão deixar de existir nas metrópoles, mas tendem a se tornar espaços multiuso, com torres de escritórios, hotéis e até mesmo hospitais no mix. Para Claudio Sallum, sócio-fundador da Lumine, empresa que atua em projetos de shopping centers pelo país, a adaptação dos centro comerciais no modelo que conhecemos para espaços de conveniência é uma tendência nas cidades com menor densidade demográfica.

“A indústria segue crescendo como um todo e, para manter este ritmo, é preciso entender para onde ir e em quais formatos. Empreendimentos com 12 mil, 13 mil metros quadrados de ABL (área bruta locável) podem ser igualmente eficientes. Nesse caso, são modelos que atendem a 80% das necessidades dos consumidores. Comparativamente, se parece com o que os supermercados estão fazendo. Grandes formatos ainda existem, mas há agora a preocupação de estar mais perto do consumidor com espaços que possam oferecer quase tudo que ele precisa. Em cidades menores e em regiões metropolitanas, o comportamento será bastante parecido”, destaca Sallum.

As loja-âncora não desaparecem, mas passam a ser, além de redes de departamento, supermercados ou outro tipo de operação que seja identificada como importante para o cliente.

Consumo maior em lojas de rua

De acordo ainda com Cláudio Sallum, boa parte do consumo ainda está concentrado nas lojas de rua. “Hoje, 20% do que o público compra é vendido em shopping centers, enquanto nos Estados Unidos essa proporção chega a 60%”, informou o sócio-fundador da Lumine.

Segundo ele, há um grande número de cidades no Brasil com baixa oferta de shopping. “Temos 300 cidades onde a população varia entre 80 mil e 300 mil habitantes. Destas, 120 têm shoppings. O universo de consumidores das classes B e C nestas cidades demanda novos empreendimentos”, avalia Sallum.

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