Por bferreira

Rio - Há relacionamentos nos quais o grau de entrosamento é total e, também, existem aqueles em que isso não ocorre da mesma forma. Compartilhar com o cônjuge todos os sentimentos e momentos da vida é o sonho de todos os casais, no entanto, não é isso que se percebe no dia a dia, na maioria das vezes.

A percepção de que seus bens pertencem somente a você muda de figura, já que ao passar a conviver, formalmente ou não com outra pessoa, essa rotina resulta em implicações de ordem patrimonial e financeira.

É importante saber planejar com o outro e seguir os mesmos objetivos. Não há sintonia quando um integrante do casal quer comprar uma casa, mas o outro gasta com sapatos, por exemplo. É preciso ter harmonia, mas sem magoar ninguém!

Por Jair Abreu Júnior

PERGUNTA E RESPOSTA

“A minha esposa gasta muito em roupas e sapatos. Como apenas eu trabalho, o dinheiro que ela usa é do meu salário e sobra menos ainda para as despesas de casa. Como posso conversar com ela sem que haja mágoa?”

Roberto, Tijuca

Roberto, podemos concluir que tudo depende de como você e sua companheira encaram a vida conjugal. O casamento requer concessões em todos os aspectos, principalmente, no que toca aos sentimentos da outra parte.

Há pessoas que encaram o compartilhar com muita naturalidade, e até sentem muito prazer nisso, mas há aquelas que acham que devem existir limites concretos na divisão dos itens financeiros e patrimoniais, sem levarmos em conta as implicações legais que envolvem o assunto, certo? Nada melhor do que conversar claramente com sua esposa, e tratar o assunto com profundidade e seriedade. Sabemos que muitos problemas de ordem conjugal estão vinculados a questões de cunho financeiro, nesse sentido, recomendo que procure agir com muita cautela e escolha um momento mais adequado para abordar o assunto.

Seria interessante, antes de iniciar a conversa, elaborar um resumo dos gastos gerais da família, e a comparação dos mesmos com os ganhos mensais. Isso poderia ser apresentado em uma planilha, onde estariam identificados cada item.

Lembre-se: não se sinta envergonhado em tratar desse assunto com sua mulher, pois a tenha como a melhor amiga e confidente da vida.

Procure mostrar a ela a importância do entendimento do casal sobre os gastos mensais, principalmente, em função do seu salário, que representa a única fonte de renda do casal. Com calma e objetividade ela terá condições de interpretar e entender seu argumento, e que será preciso conter os impulsos de gastar. Além disso, vai possibilitar mais racionalização.

Ao proceder de acordo com as dicas acima, não a magoará, pois com bons argumentos será mais fácil convencê­la, alcançar seu objetivo, e ainda tornar melhor a vida do casal.

Boa sorte!

Jair Abreu Júnior é coordenador em Gestão Financeira da Universidade Estácio de Sá

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