Por bferreira

Rio - O comércio varejista do Rio ganhou incentivo para expandir o setor. Acordo assinado ontem entre o Clube de Diretores Lojistas do Rio e a Caixa Econômica oferecerá aos mais de 15 mil lojistas cariocas, associados ao CDL, serviços como linha de crédito para capital de giro a juros a partir de 1,24% ao mês, com prazo de até 48 meses (mediante garantias), e antecipação de recebíveis de cartão de crédito. É o primeiro convênio na modalidade entre a Caixa e uma entidade do comércio.

Conforme o CDL, o atendimento será agendado com hora marcada. Faz parte do acordo, descontos no pacote de serviços para pessoa jurídica, folha de pagamento e emissão de boletos. Há linhas de financiamentos para máquinas ou equipamentos e cartão do BNDES.

Segundo Aldo Gonçalves, presidente do CDL-Rio, o termo vai atender a uma das principais reivindicações dos lojistas com dificuldades de crédito e encontram burocracia quando buscam dinheiro no mercado.

“Esse acordo vai estimular os empresários do comercio varejista a expandirem seus negócios, aumentar o faturamento e gerar mais emprego e renda”, afirma.

Para José Domingos Corrêa Martins, superintendente regional da Caixa Econômica Federal no Rio, “o acordo chega quando os lojistas preparam os seus estoques para o aumento da demanda, devido às festas de fim de ano”. Segundo Martins, outro fator da parceria é o atendimento programado com especialistas.

Vendas aquecidas ainda este mês

O pagamento da primeira parcela do décimo terceiro salário pode aquecer a venda no comércio varejista do Rio ainda este mês, conforme expectativa dos comerciantes. De acordo com o presidente do Clube de Diretores Lojistas do Rio, Aldo Gonçalves, o movimento em setembro deve ser incrementado em até 3% com o pagamento do abono, ajudando o setor a recuperar as perdas registradas em junho e julho, com os feriados e a Copa do Mundo.

Aldo Gonçalves informou ainda que os comerciantes cariocas têm feito promoções, liquidações e até crediário diferenciado, com descontos e número de parcelas maiores.

O presidente da entidade disse que as vendas nas datas comemorativas no primeiro semestre, como Dia das Mães e Dia dos Namorados, ficaram aquém das expectativas.

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