Por bferreira

Rio - Começam hoje e vão até o dia 15 de outubro as inscrições para o concurso do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ). Apesar de ser uma das seleções públicas mais aguardadas do ano, a publicação de seu edital, na última semana, surpreendeu especialistas e candidatos que esperavam para o fim do ano o lançamento do certame. Com a antecipação, quem já vinha se preparando leva vantagem na prova marcada para o dia 23 de novembro.

Para conquistar uma das 90 vagas para técnico judiciário (de remuneração inicial de R$ 3.518,13 e exigência de apenas o Ensino Médio), o coordenador do CEJ, Gabriel Quintanilha, destaca a inclusão das matérias Noção de Custas Judiciais e Raciocínio Lógico no exame da banca Fundação Getúlio Vargas (FGV). “Essa banca tem como característica exigir dos candidatos conhecimentos da norma, da literalidade das leis. Com isso, os candidatos devem se preparar estudando as normas legais em cada matéria”, informa Quintanilha, destacando a retirada da matéria de Informática.

Professora do Super Professores e do Universo do Concurso, Claudete Pessôa diz que a FGV costuma exigir do candidato a aplicação do conhecimento, não apenas a “decoreba” isolada. “Assim, no tema Custas (Judiciais), é preciso que o candidato estude as legislações indicadas de forma integrada, tendo em vista que as mesmas se complementam. Para facilitar a vida do candidato, publico gratuitamente as legislações em meu site (www.claudetepessoa.com.br)”, informa a especialista.

Rodrigues Janiques, coordenador do C3 Concursos, destaca a troca da banca organizadora. “A FGV possui características diferentes da banca anterior (FCC) e é considerada por muitos uma banca complexa e sem padrão. Isso ocorre porque ela costuma a mudar bastante de uma prova para outra. A dica principal é estudar todo o edital porque a FGV cobra até nota de rodapé”, conta Janiques.

Raul Mendes, de 21 anos, está estudando para este concurso desde que saíram as primeiras notícias da abertura do edital. “Perdi tempo com informática que seria cobrado. E agora que houve o acréscimo de matemática e estatística no edital — dentro do conteúdo de Raciocínio Lógico e Custas Judiciais—, terei de aproveitar o tempo trabalhando essas novidades”, planeja o jovem, que estuda pelo site Questões de Concursos.

Três minutos por questão

Diretor da Academia do Concurso, Paulo Estrella diz que o tempo pode ser fator eliminatório. “São 100 questões para serem resolvidas pelo candidato em cinco horas. Média de três minutos para resolver cada uma. Com essa estatística dá para perceber que o candidato não terá muito tempo para perder na prova”, ressalta.

Alexandre Soares, professor de Língua Portuguesa do curso PLA, orienta que na parte de sintaxe deve-se priorizar concordância verbal, concordância nominal, colocação pronominal, regência verbal, crase e pontuação. “Em morfologia, verbo é o mais importante”, diz.

Domingos Cereja, professor do Universo do Concurso, avalia que raciocínio lógico (RLM) será o calcanhar de aquiles dos candidatos que se dedicam a provas de tribunais. “Apesar de ser exigido apenas os conceitos básicos está matéria não tinha o costume de ser cobrada nos concursos de tribunais”.

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