Sauditas avisam que vão manter o petróleo barato

Estratégia de país árabe é para conter avanço de rivais, entre eles o Brasil

Por O Dia

Arábia Saudita - A Arábia Saudita comunicou ao mercado para que se acostume com o preço baixo do petróleo por um período prolongado. O motivo é uma mudança drástica de política que pode ter o objetivo de desacelerar a expansão de produtores rivais, incluindo os que operam na região do shale gas (gás não convencional) nos Estados Unidos e em águas ultraprofundas, como o Brasil, no pré-sal.

Por outro lado, alguns membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), incluindo a Venezuela, pedem por um corte urgente na produção que possa elevar os preços globais da commodity novamente para acima de US$100 (R$ 239) por barril.

Entretanto, executivos da Arábia Saudita responderam que o país, maior produtor da Opep, está disposto a aceitar preços abaixo de US$ 90 (R$ 215), e talvez inferiores a US$ 80 (R$ 191), por até um ano ou dois.

As discussões com autoridades sauditas não trouxeram qualquer indicação se o país concordaria com um corte de produção, e de que tamanho seria esse corte. Muitos analistas têm esperado uma redução na oferta para firmar mercado que está produzindo bem mais petróleo do que pode consumir.

O pré-sal da costa brasileira é um exemplo de exploração em águas ultraprofundas. A Petrobras extrai cerca de um quarto de seu petróleo abaixo da camada de sal, no fundo do oceano. A projeção para os próximos anos é que a produção deva dobrar chegando a quatro milhões de barris até 2020. Isso em razão da entrada em operação de áreas como a de Libra, leiloada pelo governo ano passado por R$15 bilhões.

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