Por bferreira

Rio - Consumidores que estão com o nome sujo na praça terão a chance de renegociar suas dívidas em condições especiais e fechar o ano sem preocupações. De hoje até o dia 14 estará disponível o serviço Limpa Nome Online do SerasaConsumidor, braço da Serasa Experian. A iniciativa é gratuita e funcionará 24 horas.

Até o momento, 44 empresas de vários segmentos confirmaram que vão participar do feirão. Entre elas, Banco do Brasil, Santander, Itaú Unibanco, Carrefour, Leader Card, TIM, Vivo e operadoras de cartões de crédito.

Ingryd Regina vai quitar as dívidas com o cartão de crédito. “Gasto muito com roupas”%2C disseCarlos Moraes / Agência O Dia

A recepcionista Ingryd Regina, 22 anos, ficou animada ao saber que poderia se livrar das dívidas. “Tenho muitas contas do cartão de crédito atrasadas. A gente vai deixando acumular e vira uma bola de neve. Quando vê, não consegue mais pagar. Essa é uma boa oportunidade de resolver”, afirma.

A vigilante Carla de Oliveira Ferreira, 26, também comemorou: “Pago o supermercado sempre com cartão de crédito, por isso as dívidas acabam se acumulando. Espero conseguir acabar com esse problema”.

Superintendente do SerasaConsumidor, Júlio Leandro explica que o cliente deve se preparar antes de procurar o credor, colocando na ponta do lápis todas as despesas fixas e as dívidas já assumidas ou previstas. Assim, saberá quanto deve sobrar no mês para pagar a nova dívida negociada, escolhendo quais as condições de pagamento melhor se encaixam no orçamento.

“Na hora da negociação, o consumidor deve ouvir a proposta e se não estiver de acordo, é importante fazer uma contraproposta, até que ambos cheguem a uma alternativa realista. Importante é que depois de renegociada, a dívida caiba no bolso do cidadão”, diz.

Para participar do feirão, basta entrar no link: www.serasaconsumidor.com.br/limpa-nome-online e preencher um cadastro. Depois, o consumidor será levado a uma página onde são listadas todas as empresas do serviço Limpa Nome Online com as quais ele possui alguma dívida pendente e que constam na base de dados da Serasa.

Ao escolher e clicar em cima do nome da empresa, surgirá página apresentando dívidas que o consumidor possui em aberto e os canais de atendimento disponíveis (telefones, e-mail ou chat). A partir daí, ele pode fazer contato diretamente com as companhias para negociar possíveis descontos, em condições de pagamento diferenciadas. Para alguns casos, é possível até mesmo que o boleto já esteja disponível, a partir de proposta feita pela própria empresa.

Todas as sugestões são apresentadas pelas empresas credoras de forma individualizada. O site da Serasa é desenvolvido em ambiente protegido, que garante a segurança e a proteção de todos os dados do consumidor. Assim, quem não tiver internet em casa pode usar qualquer computador para negociar as suas pendências, como no trabalho ou em lan houses.

Portal também ajuda a localizar débito

Três em cada dez pessoas com dívidas no Brasil não sabem o tamanho da conta que têm para pagar, segundo estudo do Instituto Geoc, que reúne 16 empresas de recuperação de crédito. Isso significa que 16,5 milhões de consumidores perderam o controle de quanto devem na praça e 2,9 milhões não sabem para quem eles devem.

Pensando nisso, foi criado o portal Dr. Débito (www.drdebito.com.br), que localiza a dívida do consumidor, sem custos. Basta informar os dados pessoais e indicar qual tipo de dívida possui: financiamento de veículos; cartão de crédito; financiamento imobiliário; crédito consignado; crédito pessoal; varejo (lojas de departamento, lojas de material de construção); serviços (concessionárias de energia, telefone, TV a cabo, internet); ou consórcios.

“Depois que as informações forem enviadas, o cidadão só precisa aguardar. A empresa que estiver com aquele contrato iniciará a negociação”, explica Egberto Hernandes Blanco, presidente do instituto.

O portal Dr. Débito também oferece um espaço sobre educação financeira, que visa orientar o consumidor, com regras fáceis e práticas sobre juros e parcelamentos, por exemplo. “A condição econômica dos brasileiros melhorou muito. As classes C e D conquistaram um maior poder de consumo e de crédito, mas falta educação financeira”, avalia Blanco.

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