Por bferreira
Publicado 04/11/2014 23:49 | Atualizado 04/11/2014 23:53

Rio - Referência obrigatória para os fãs de tecnologia de todo o mundo, o site CNet surpreendeu muita gente esta semana, ao lançar uma revista nos velhos moldes, ou seja, impressa, com fotos coloridas e muitas letrinhas. Um movimento desse parece maluquice, mas a CNet não dá ponto sem nó.

Embora a queda na venda de publicações assuste toda a indústria editorial do planeta, o site agora vem com essa novidade pelo simples fato de que confia no seu taco e sabe que, num assunto específico como tecnologia, seu público está bem garantido. Não por acaso, a primeira edição vai para as bancas com nada menos que 200 mil exemplares, somente nos EUA e no Canadá.

O que a CNet está mostrando é que o futuro das empresas de informações está mesmo na sua presença multiplataforma. Não se consegue escapar da versão web, ou da versão mobile, mas tampouco pode-se abrir mão dos formatos mais tradicionais. Bingo. O conteúdo é o que interessa, e não o suporte.

A edição impressa é também um alento para o mercado editorial. Trata-se, no mínimo, de um sinal de que ainda há esperança.

NÃO É EXATAMENTE UMA PECHINCHA...

Modelo ainda na ativa do Apple 1%2C o primeiro micro lançado pela Apple%2C em 1976Reprodução

Quem aí está está disposto a pagar cerca de US$ 1 milhão por um computador velho? Se for o seu caso, candidate-se no leilão que a casa Christie’s, de Nova York, vai promover no próximo dia 11 de dezembro. É um modelo ainda na ativa do Apple 1, o primeiro micro lançado pela Apple, em 1976. Mais que isso, essa máquina do leilão foi vendida pelo próprio Steve Jobs ao atual proprietário. Na época, sem monitor, custou US$ 600.

UMA DIETA NECESSÁRIA

Pode parecer estranho que uma coluninha que trate de vida digital recomende que você tire alguns dias sem web, sem e-mail e, sobretudo, sem as redes sociais. Pois foi isso o que fiz nas últimas semanas. Uma dieta de internet — ou quase isso, verdade seja dita.

O resultado foi bem positivo.

Primeiro porque consegui me manter alheio à baixaria que foram as discussões pré-eleições. E também porque tive mais tempo para velhos livros e para olhar a rua.

Tem muita gente recomendando esse tipo de dieta. Um dos livros que peguei nesse meio tempo foi “The glass cage: Automation and Us”, do Nicholas Carr. Segundo ele, aplicativos e computadores estão ocupando demasiado espaço na nossa vida, e isso pode não ser bom. A questão é: que tipo de mundo nós estamos construindo para nós mesmos?

Existe vida fora da rede, e é essa a mensagem principal. Por mais que a internet seja importante, não podemos correr o risco de ficar dependentes dela. É um equilíbrio delicado.

MOTOROLA GANHA FÔLEGO NOVO

E a Motorola entrou de vez para a família Lenovo. A fabricante de smartphones foi comprada pela Google em 2012, por US$ 12,5 bilhões. No início deste ano, passou às mãos da Lenovo por US$ 2,91 bilhões, mas o negócio só foi oficializado semana passada. É uma boa para todos, considerando que a Lenovo entende de aparelhos e mercado consumidor. E a Motorola, aliás, não sossega. Hoje mesmo está apresentando novidades aqui no Brasil. Mais detalhes, em breve.

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