Petrobras vaiperder espaço na Bolsa de SP

Queda de valor de mercado da estatal este ano pode diminuir participação de papéis no Ibovespa

Por O Dia

Rio - As ações da Petrobras tendem a perder espaço na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) no próximo ano. Devido à queda do valor dos papéis nos últimos meses, a atuação da estatal no Ibovespa, principal no indicador dos pregões, deve baixar para 7,5%. De acordo com operadores, será a menor influência da petroleira desde agosto de 1998, quando as ações tinham participação de 7,6%, logo após a privatização da Telebrás e quando as empresas do setor de telefonia eram as mais importantes da Bolsa.

Conforme a atual composição do pregão, que valerá até 4 de janeiro, a Petrobras tem 14,2% do volume negociado, com 8,7% das ações preferenciais (sem voto) e 5,5% das ordinárias (com direito a voto). A causa para a queda na participação é a perda de seu valor de mercado, que passou de R$ 214,7 bilhões para R$125,3 bilhões somente em 2014. A estatal já chegou a valer R$ 510,4 bilhões em maio de 2008, período mais próspero dos mercados e da companhia na Bovespa.

Pela nova metodologia da Bolsa, com a queda do valor de mercado das empresas as ações deixam de ter participação no índice. Até o começo do ano, o Ibovespa refletia apenas os papéis mais negociados no pregão. Isso ocorreu com as ações da OGX, de Eike Batista, à medida que o valor chegou próximo de zero. Foi a primeira mudança relevante no índice em 45 anos. A nova metodologia exclui também as ações que valem menos do que R$ 1.

ALTA DE 0,95% DO IBOVESPA

Ontem, os papéis da Petrobras retomaram o fôlego e levaram o Ibovespa à máxima, aos 50.120 pontos, com alta 0,95%. O volume financeiro somou R$ 4,52 bilhões.

As ações da estatal chegaram a perder o ímpeto no fim da manhã, após declarações da presidenta Dilma Rousseff defendendo a presidenta da petroleira, Graças Foster. No entanto, fecharam em alta de 4,98%, tanto as ordinárias quanto as preferenciais.

Profissionais do mercado de renda variável atribuíram o movimento a ajustes, ao noticiário, na visão deles, nada favorável, com Dilma defendendo Graça e o petróleo recuando no mercado internacional. A presidenta disse que fará mudanças no Conselho de Administração da companhia, mas não pretende trocar o comando operacional.

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