Salário mínimo continuará a ter aumento real

Novo ministro do Orçamento afirma que governo estuda nova formula de cálculo e que vai negociar aumento com o funcionalismo

Por O Dia

Brasília - O novo ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, afirmou nesta sexta-feira que o salário mínimo continuará a ter aumento real até 2019. Segundo Barbosa, o governo irá enviar ao Congresso uma nova fórmula de cálculo do piso nos próximos meses.

A regra em vigor, negociada ainda no primeiro mandato de Lula, vale até o fim deste ano. Ela considera a inflação do ano anterior, medida pelo INPC, acrescida pelo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores. Neste ano, o salário subiu de R$ 724 para R$ 788. O novo valor representa aumento de 8,8%.
Barbosa informou que o reajuste dos servidores públicos também está na pauta do ministério e será discutido com os sindicatos. “O acordo atual de reajuste dos servidores vale este ano e vamos discutir com os sindicatos qual vai ser a política de reajuste dos próximos anos”.

Durante a cerimônia em que transmitiu o cargo de Miriam Belchior para Barbosa, ele defendeu as medidas que endureceram o acesso a benefícios trabalhistas e previdenciários. Ele disse que irá ao Congresso para explicar a necessidade de aprovação do pacote. “São medidas que corrigem alguns excessos para que os programas continuem, e para viabilizar, por exemplo, a continuação da elevação real do salário mínimo”, argumentou.

Durante a solenidade, Barbosa voltou a falar na necessidade de um ajuste e afirmou que a política fiscal expansionista implantada no mandato anterior chegou a seu limite. “Agora, iniciamos uma nova fase na qual é necessário recuperar o crescimento da economia, com elevação gradual do resultado primário e redução da inflação. Para atingir estes objetivos serão necessários alguns ajustes na política econômica. Ajustes, que, apesar de seus eventuais impactos restritivos no curto prazo, são necessários para recuperar o crescimento”, afirmou, em seu discurso.

Barbosa disse esperar que o ajuste leve a uma retomada “rápida” do crescimento econômico. “O mercado vai absorver o ajuste rapidamente. Isso vai restaurar o nível de confiança e o nível de atividade vai responder”, pontuou, lembrando que as próprias pesquisas feitas no mercado prevêem um crescimento maior da economia em 2015. Ele afirmou também que um objetivo comum de todo o governo é o ajuste da inflação para o centro da meta, de 4,5%.

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