WhatsApp: O que fazer quando for pago

Após onda de comentáriospela internet, fundadores do WhatsApp confirmam cobrança do aplicativo para manter a excelência do produto

Por O Dia

Rio - Aplicativo usado por mais de 500 milhões de pessoas em todo o mundo, o WhatsApp começará a ser pago este ano, segundo os seus fundadores, para que seja mantido o nível de excelência dos serviços. O que sempre foi alvo de disse-me-disse na internet se tornou realidade desde que o Facebook comprou o aplicativo em fevereiro deste ano. Uma operação que envolveu 16 bilhões de dólares.

Mesmo que o valor a ser cobrado seja simbólico, R$2,55 para o pacote de um ano, R$ 6,87 para três anos e R$ 9,54 para cinco anos, há no mercado outros comunicadores instantâneos que são gratuitos e oferecem funcionalidades semelhantes ao WhatsApp. Entre as alternativas estão o Viber, Facebook Messenger, Zap Zap, Skype, ChatOn e Hangouts.

Os estudantes Rafaela Teixeira e João Victor Zebende usam o WhatsApp para namorar à distância durante a semana quando estão longeDivulgação

Os estudantes Rafaela Teixeira e João Victor Zebende, ambos de 18 anos, são usuários assíduos do WhatsApp, principalmente, após o namorado se mudar da Região Serrana para Niterói para fazer faculdade. O aplicativo integra o dia a dia do casal para matar as saudades. Eles afirmaram que vão pagar para continuar com a ferramenta online.

“Devido a eficiência e facilidade de comunicação do aplicativo, achamos que é válido a cobrança por um bom serviço”, contou Rafaela. João completou que isso não significa que as alternativas sejam ruins, mas a opção pelo pagamento da taxa será por comodidade.

Chat On tem recurso de tradução automática para os usuários. Skype está disponível para diversas plataformas. Zap-Zap tem mais de 1%2C4 milhão de usuários. Reprodução

A plataforma Android comporta a maior variedade de aplicativos gratuitos como opção ao WhatsApp. A Samsung também lançou um comunicador próprio e gratuito, o ChatOn. Para quem já tem o Facebook instalado no celular, uma boa alternativa é o Messenger. Principalmente, porque torna mais acessível a conversa direta, inclusive pelo celular, entre os amigos da rede social. Já o Viber vem ganhando popularidade entre os usuários. Já conta com mais de 100 milhões de usuários somente para sistema Android e tem como diferencial a ligação gratuita entre os usuários.

E tem até versão brasileira gratuita do WhatsApp, o Zap Zap, que oferece criptografia das mensagens trocadas entre os usuários em modo privado. O que impediria a interceptação dos dados por hackers.

Hangouts%3A para celulares e desktops. Viber está disponível para computador e celulares de várias plataformas. Facebook Messenger%3B Android e iPhoneReprodução

Autonomia mesmo após a venda para o Facebook

Em nota divulgada na época da compra pelo Facebook, os fundadores do WhatsApp Brian Acton e Jan Koum afirmaram que o aplicativo iria continuar operando de forma autônoma e independente. “Você continuará a aproveitar os nossos serviços através de uma taxa simbólica. Você pode continuar a usar o WhatsApp, não importa aonde no mundo você estiver, ou que tipo de smartphone estiver usando. E além disso, você pode continuar a contar com um serviço sem nenhum tipo propaganda interrompendo a sua comunicação”, destacaram em nota.

Segundo Brian e Jan, eles não teriam acordado em “nenhuma parceria” entre WhatsApp e Facebook caso tivessem que comprometer os maiores princípios, que sempre definirão a empresa, a visão do produto. O aplicativo conta com 500 milhões de usuários e tem crescimento destacado em países como Brasil , Índia , México e Rússia. Em média são compartilhadas 700 milhões de fotografias e 100 milhões de vídeos. O aplicativo chegou a ficar sem funcionar na plataforma Windows Phone, mas o problema foi solucionado em dois meses e voltou ao normal.

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