Por felipe.martins

Rio - O mercado financeiro voltou a reagir bem nesta quarta-feira mediante a posição do governo federal em reafirmar a adoção de medidas para recuperar a credibilidade fiscal do país. Um dia após o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, dizer que o ajuste econômico que será implementado pela nova equipe da presidenta Dilma Rousseff não é um “saco de maldades”, o dólar fechou pelo segundo dia consecutivo em queda. Ontem, a moeda foi cotada a R$ 2,62, a menor desde 10 de dezembro. Houve baixa de 0,6%.

Na semana, a divisa já teve queda de 0,67%. No ano, a desvalorização é de 1,4%. O fraco desempenho do setor de varejo nos Estados Unidos que reforçaram a perspectiva de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, vai demorar para elevar os juros, também pesaram no resultado dólar ontem no Brasil.

Na semana, o dólar já teve queda de 0,67%. No ano, a desvalorização é de 1,4% AFP

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também encerrou o pregão em queda. As maiores influências negativas vieram dos papéis da Vale e da Petrobras. O Ibovespa, principal índice, recuou 0,82%, aos 47.645 pontos. Na semana, acumula queda de 2,45%. No mês e no ano, a desvalorização chegam a 4,72%.

Os papéis da Vale caíram mais de 7,77%, a maior desde 8 de agosto de 2011. A Petrobras foi outro componente negativo na Bolsa, com recuo de 2,89%.O movimento nos mercados também foram influenciados pela declaração do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, sobre o aumento médio nas tarifas de eletricidade no país em 2015. Segundo Braga, a correção ficará abaixo de 40% “com certeza”.

O percentual de aumento será usado nos reajustes ordinários das tarifas e nas revisões extraordinárias a pedidos por distribuidoras de energia do país para cobrir a elevação dos custos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e do preço da energia da usina hidrelétrica de Itaipu, que aumentou 46%.

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