Por felipe.martins

Rio -  O ano é novo, mas muita gente continua com os mesmos problemas financeiros. Para ajustar as contas e conseguir chegar aos objetivos, o segredo é planejamento. Faça o teste ao lado e descubra quais os seus principais erros na hora de lidar com dinheiro. Por fim, saiba como mudar a sua situação financeira e passar o ano mais equilibrado.


Para o educador financeiro Reinaldo Domingos, a falha mais comum dos endividados é a falta de um projeto de vida. “Quando a pessoa tem objetivos, prioriza isso e evita gastos desnecessários. Se não temos um destino certo para o dinheiro, o mercado consumista nos leva a comprar coisas sem valor e em excesso”, explica.

Clique sobre a imagem para fazer o teste. Resultado no final desta reportagemArte O Dia

Já o superintendente de produtos da Brasilprev, Sandro Bonfim, acredita que o primeiro passo para resolver as finanças é adequar o padrão de vida à renda, ou seja, não gastar mais do que se ganha. “Parece óbvio, mas muita gente tem dificuldade de não gastar mais do que ganha. Coloque na ponta do lápis os gastos fixos, esporádicos e supérfluos do mês para não deixar que as despesas ultrapassem o valor da receita”, ensina o especialista.

Reinaldo Domingos acrescenta ainda que os adultos de hoje não tiveram uma boa educação financeira no passado, por isso têm dificuldades neste setor. Segundo ele, isso tem mudado nos últimos anos e a próxima geração tende a ser mais preparada para lidar com dinheiro.

Um dos principais equívocos, de acordo com Domingos, é o pensamento de pagar as contas antes de poupar. “Deve ser o contrário. Assim que recebe o salário, o consumidor deve guardar uma parte primeiro e usar o resto para pagar as contas”, aconselha.

Para isso, é preciso que as famílias façam um diagnóstico de sua situação financeira. “É muito importante saber para onde vai cada centavo. Em média, uma família tem de 20% a 30% de excessos”, aponta. Segundo Bonfim, da Brasilprev, é preciso saber quais tipos de dívidas estão sendo feitas e tomar cuidado para não incorporar o limite do cheque especial à renda ou se perder em parcelas de cartão de crédito. “A partir do conhecimento dos seus gastos, pense em como você pode diminuí-los ou evitá-los no futuro para que as dívidas não voltem a ocorrer”, diz.

Ele afirma ainda que é preciso incorporar ao planejamento mensal recursos fixos para a poupança de curto, médio e longo prazos e ter também uma reserva de segurança para uma vida financeira saudável. O mais importante, segundo o educador financeiro Reinaldo Domingos, é não deixar o dinheiro disponível. “Tem que tirar da conta corrente, senão acaba gastando. E garantir que o dinheiro está rendendo”, diz.

1)De 70 a 100 pontos: Educado financeiramente — sabe da importância do dinheiro e a maneira correta de usá-lo. Entende que o tema é questão comportamental, não se relacionando apenas com números. Não pare, aprenda mais sobre o tema.

2)De 45 a 65 pontos:
Está no caminho da educação financeira. Mas, a situação não é confortável, pois crê que já lida bem com o dinheiro. Porém, possui conceitos e ações errados. O dinheiro não é fim, mas o meio para a promoção dos sonhos.

3)De 0 a 40 pontos:
É analfabeto financeiro. Ligue o sinal de alerta e busque cursos e textos sobre educação financeira, senão sua vida econômica está fadada ao fracasso. Negar isso só lhe trará frustração
e problemas.

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