Por felipe.martins

Rio -  Os funcionários da empresa da Alumini Engenharia suspenderam nesta segunda-feira o bloqueio dos acessos ao Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí. Os trabalhadores começaram os protestos no dia dia 7 deste mês devido a falta de pagamento de salários. Com isso, as obras do Comperj voltam as atividades normais, após 12 dias de paralisação.


Sem receber salários há 16 dias, os operários tomaram a decisão de suspender as manifestações após promessa do juiz André Correa Figueira, da Vara do Trabalho de Itaboraí, de que faria contato, ontem mesmo, com representantes da empresa e da Petrobras. O objetivo era marcar encontro para solucionar o problema.

Sem receber salário há 16 dias%2C manifestantes chegaram a bloquear sete vez os acessos ao ComperjDivulgação

A informação foi transmitida aos manifestantes pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores Empregados nas Empresas de Montagem e Manutenção Industrial do Município de Itaboraí (Sintramon), Paulo Cesar Quintanilha. O juiz André Figueira esteve reunido ontem pela manhã com diretores da entidade, representantes dos trabalhadores da Alumini, de outras empresas, e do 35º BPM (Itaboraí).

Segundo o presidente do sindicato, o juiz André Figueira tentaria intervir junto a Vara Trabalhista de Ipojuca, em Pernambuco, para desbloquear as contas da Alumini, que também deve salários a trabalhadores da que atuam na Refinaria Abreu e Lima.

“O intuito seria liberar pelo menos os valores devidos aos funcionários de Itaboraí. Em caso de acordo, o FGTS e seguro-desemprego seriam imediatamente pagos aos operários”, informou.

Os manifestantes protestam contra o atraso do salário de dezembro, vale-alimentação, plano de saúde e outros benefícios sociais, que deveriam ter sido pagos no dia 5, a 2,9 mil operários da Alumini. A empresa deve também o depósito da última parcela do acordo trabalhista de 469 funcionários demitidos que deveria ter sido quitada em 22 de dezembro, após um acordo com o Ministério Público do Trabalho.

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