Por felipe.martins

Rio - Os servidores do Poder Judiciário Federal acumulam perdas salariais de 45% desde 2006, mesmo com a concessão de reajuste de 15,8% feita pelo governo em 2012. Os dados são da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Fenajufe).

Desde que a presidenta Dilma Rousseff sancionou leis que reajustaram salários e gratificações de magistrados e procuradores, a federação tem se queixado que a cúpula do Judiciário tem poupado esforços para que haja aprovação no projeto de lei que recompõe as perdas e reestrutura a carreira. Na classificação da Fenajufe, os servidores do Judiciário Federal estão “abandonados à própria sorte”.

“Até o último dia de atividades dos parlamentares em Brasília, houve pressão para que fossem votados os Projetos de Lei 7.919 e 7.920/14, mas o governo se opôs e a atuação da cúpula do Judiciário não se deu como deveria, tendo sido priorizadas as demandas dos magistrados e do governo da presidenta Dilma”, destacou a federação em nota.

Na avaliação da Fenajufe, a alternativa para a intransigência é o debate imediato da pauta prioritária, para que se supere as divergências e quebra de unidade na categoria, “fatores que sempre foram essenciais para garantir todas as conquistas”.

REUNIÃO DIA 30

Entidades que compõem o ‘Espaço de Unidade de Ação’ convocaram para o próximo dia 30 a primeira reunião do ano. O Andes-SN é uma das entidades que integram o grupo. A preocupação é com o cenário de incertezas provocado pelos cortes no orçamento, na minirreforma previdenciária e trabalhista, que poderão ocasionar elevação no índice de desemprego.

DISPOSIÇÃO

Segundo Paulo Rizzo, presidente do Andes-SN, “os problemas que os professores federais têm a enfrentar em 2015 exigem que se construa uma unidade sólida com todos os setores que estão dispostos a lutar.” Segundo ele, só assim se chegará a melhorias nas condições de vida e trabalho e do financiamento público para a educação pública de qualidade.

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