Centrais iniciam protestos no país contra medidas do governo

O chamado Dia Nacional de Lutas por Emprego e Direitos terá atos públicos em Brasília e demais estados do país

Por O Dia

Rio - As centrais sindicais e as principais representações do funcionalismo público federal promovem nesta quarta-feira a primeira manifestação nas ruas de 2015. O chamado Dia Nacional de Lutas por Emprego e Direitos terá atos públicos em Brasília e demais estados do país, como no Rio de Janeiro. Por aqui, o evento será às 17h, na Central do Brasil.

Segundo o secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Josemilton Costa, é necessário que as entidades sindicais e os servidores mostrem nas ruas o descontentamento com as medidas anunciadas pelo governo: “No apagar das luzes de 2014, a Presidência alterou importantes direitos conquistados pelos trabalhadores e servidores de todo o país. Mudaram sem que algo tivesse sido acordado com as centrais, o que é um absurdo.”

Durante os atos públicos serão distribuídos jornais com matérias para esclarecer a população sobre as alterações, do ponto de vista do sindicatos. Na semana passada, o Ministério do Planejamento recebeu dirigentes sindicais para esclarecer dúvidas e ouvir sugestões sobre as Medidas Provisórias 664 e 665. No encontro, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, afirmou que o governo não vai retirar os benefícios dos trabalhadores.

DEVOLUÇÃO NA CONTA

O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe) informou em seu site que o Previ-Rio está devolvendo os débitos previdenciários efetuados em dobro nos contracheques de alguns servidores da Educação. De acordo com o sindicato, os valores são depositados diretamente na conta dos profissionais pelo instituto de previdência.

FIM DA CONTRIBUIÇÃO

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 555/06, que determina o fim da contribuição previdenciária de servidores públicos aposentados, tem mais de 600 requerimentos de parlamentares para inclusão na pauta de votações do plenário da Câmara dos Deputados. O texto enfrenta resistência do governo federal por envolver perda de arrecadação para a União.


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