Após subir mais de 6% com renúncia de Graça Foster, ações da Petrobras caem

Ações da estatal devem oscilar até anúncio de novo presidente, nesta sexta-feira

Por O Dia

Rio - As ações da Petrobras está se mostrando bastante instável nesta quarta-feira, tudo isso por causa da mudança no comando da estatal, que irá escolher uma nova diretoria em reunião do Conselho de Administração nesta sexta-feira. Às 10h30 desta quarta, as ações da estatal chegaram a subir mais de 6% — nesta terça-feira, a alta dos papéis chegou a 15%. Depois do anúncio da renúncia de Graça Foster à presidência da estatal, houve uma rápida desvalorização dos papéis, que logo foi corrigida pelo mercado. Às 12h, as ações registravam alta de 1,40%.

Ainda por volta das 12h, o Ibovespa operava em queda de 0,67% aos 48.633 pontos. Já no mercado de câmbio, o dólar comercial registrava alta de 1,29% diante do real, cotado a R$ 2,727 na compra e R$ 2,729 na venda. Em relação a Petrobras, as ações preferenciais (PNs, sem direito a voto) operam em alta de 0,90%, cotadas a R$ 10,09, e as ordinárias (ONs, com direito a voto) sobem 1,83%, a R$ 9,97.

"O mercado precificou a saída da Graça Foster ontem [terça-feira], com a forte alta. Mas com a efetiva saída, começam as dúvidas de quem vai entrar no lugar dela. Isso assusta o investidor inicial", explica Alexandre Wolwacz, sócio-fundador da escola de traders Leandro&Stormer.

A expectativa é que até esta sexta-feira, quando o Conselho de Administração da estatal se reunirá para eleger a nova diretoria, os papéis da Petrobras permaneçam voláteis. "Já devemos sentir alguns movimentos mais especulativos. O nome mais cotado para assumir a presidência da empresa é o Henrique Meirelles, mas uma possível recusa dele já pode fazer com que as ações caiam", afirma Adriano Gomes, Sócio-Diretor da Méthode Consultoria.

Segundo João Pedro Gruger, analista-chefe da Leme Investimentos, o mercado deve encarar um cenário parecido com o do anúncio do ministro da Fazenda em 2014, movimentando-se conforme os possíveis nomes vão surgindo.

Ele recomenda que quem já detém papéis da estatal, não os venda no momento. "É hora de esperar. Eu não recomendaria sair depois dessas altas, porque as ações podem valorizar mais a longo prazo. É preciso ter paciência, mas o governo quis passar uma mensagem de que a gestão da empresa será mais profissional. Se isso de fato acontecer, daqui a três, quatro anos, poderemos ver ela se recuperando", diz Gruger.

"A alta de ontem [terça-feira] foi de 15%. A de hoje, 6%. Quem vendeu os papéis conseguiu um retorno de mais de 20%. Quem quer dinheiro em caixa, se os papéis continuarem em alta, agora é a hora", afirma Gomes.

Para quem quer comprar ações da estatal, Gruger recomenda o investimento antes do anúncio do novo presidente. "O governo não vai anunciar um nome que não seja pró mercado e agrade os investidores, então deve haver valorização. Agora é um bom momento para comprar os papéis."

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