Por tamara.coimbra

Brasília - O atual presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, será o novo presidente-executivo da Petrobras, após o pedido de demissão de Maria das Graças Foster, disseram à Reuters três fontes do governo a par do assunto nesta sexta-feira.

O Conselho de Administração da Petrobras se reúne nesta sexta-feira para eleger cinco novos diretores e ratificar um nome indicado pela Presidência da República para ocupar a cadeira de presidente-executivo da petroleira estatal. O encontro já fazia parte do calendário do conselho, mas de última hora a pauta teve que ser alterada, após a apresentação da renúncia de cinco diretores e da presidenta Maria das Graças Foster, nesta semana.

Atual presidente do Banco do Brasil%2C Aldemir BendineAgência Brasil

O novo comando da empresa terá entre seus desafios iniciais a regularização da publicação das demonstrações financeiras da estatal. Isso em meio à apuração de um escândalo de corrupção que exigirá que a estatal realize baixas contábeis de ativos sobrevalorizados.

Carreira no Banco do Brasil

Bendine está na presidência do Banco do Brasil desde abril de 2009. O atual presidente do BB afirma não ter ligação com partidos políticos.

Em novembro de 2014 Aldemir havia sido convidado para assumir a presidência do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no lugar de Luciano Coutinho, informou o  jornal O Globo.

O executivo chegou a colocar seu cargo na presidência do banco à disposição em novembro do ano passado após se envolver em uma polêmica com a apresentadora de TV Val Marchiori. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o executivo teria concebido a ela um empréstimo de R$ 2,7 milhões, o que vai contra as normas do banco.

Na ocasião, Val tinha restrição de crédito no banco e não teria capacidade financeira para contrair o financiamento, mas obteve a juros de 4% aos ano, menor que a inflação, informou o jornal. Porém, Bendine negou na época a participação na concessão de crédito.

Renúncia

A saída dos executivos, anunciada na última quarta-feira, aconteceu quase um ano após a deflagração da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investiga o suposto esquema de corrupção, no qual funcionários e ex-funcionários da estatal teriam desviado recursos da petroleira para pagamento de subornos e para financiar partidos políticos.

Os novos diretores vão substituir os seguintes executivos que renunciaram: Almir Barbassa (Finanças), José Carlos Cosenza (Abastecimento), José Miranda Formigli (Exploração e Produção), José Alcides Santoro (Gás e Energia) e José Antônio Figueiredo (Engenharia, Tecnologia e Materiais).

Permanecem na diretoria João Elek Junior, recentemente empossado para a nova diretoria de Governança, Risco e Conformidade, e José Eduardo Dutra, diretor Corporativo e de Serviços.

A renúncia dos executivos nesta semana surpreendeu integrantes do governo, que previam uma mudança na diretoria apenas no fim do mês, segundo uma fonte governamental.

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