Por tamara.coimbra

China - O índice de inflação na China, a segunda maior economia do mundo, registrou um aumento de 0,8% em janeiro, em estimativa anual, seu menor ritmo de crescimento em mais de cinco anos, segundo os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatísticas do país, o que dá margem para o governo implementar mais estímulos à economia, que vem sofrendo desaceleração.

Com isso, o crescimento do índice de preços ao consumidor (IPC) se situa muito abaixo do 1,5% registrado em dezembro e continua em queda, que começou a se evidenciar em novembro de 2014. O órgão atribuiu essa baixa ao menor preço dos alimentos, que representam quase um terço do IPC, cuja inflação foi de 1,1% em janeiro.

Além disso, o Instituto Nacional de Estatísticas destacou a queda do preço do petróleo no mercado internacional como uma das causas que provocaram a redução do índice no longo prazo.

Com relação ao mês anterior, a inflação cresceu 0,3%, segundo os dados do órgão.

O Instituto Nacional o de Estatísticas da China também divulgou nesta terça o Índice de Preços ao Produtor (IPP) de janeiro, que continuou retrocedendo, desta vez com uma queda de 4,3%, superior aos 3,3% de baixa registrados em dezembro. Trata-se do 35º mês de quedas nesse índice, afetado pela queda dos preços do petróleo e de outras matérias-primas, e que evidência uma demanda ainda fraca do mercado. Em relação ao mês anterior, o indicador caiu 1,1%, segundo os dados.

O índice de inflação de janeiro foi divulgado depois que se conheceu a forte queda das exportações da China nesse mesmo mês, com uma redução de 3,2%, até se situar em 1,23 trilhão de iuanes (US$ 200,78 bilhões).

Esta queda no comércio exterior chinês acontece em meio à contínua desaceleração do crescimento da segunda maior economia do mundo, cujo PIB cresceu 7,4% em 2014, o menor nível em 24 anos.

Os últimos dados reforçam a ideia dos analistas que preveem que o crescimento da China continuará caindo. Alguns deles acreditam que a expansão do PIB chinês ficará em torno de 7% em 2015.

Com isso, a baixa inflação dá mais margem para que o governo aplique estímulos como os da última quarta-feira, quando o Banco Popular da China, o banco central do país, anunciou um corte de meio ponto no depósito compulsório das entidades financeiras, medida que pretende estimular a concessão de crédito bancário.

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