Por paulo.gomes

Rio - Tenha muito cuidado com o que você falar perto da sua televisão. A vítima pode ser você. Ao menos é que diz o site americano ‘DailyBeast’, que levantou a história de que os aparelhos mais avançados, que estejam habilitados a obedecer ao comando por voz, podem escutar o que o pessoal está conversando na sua presença... É como seu adorável televisor fosse um vizinho fofoqueiro. Pior que isso: as TVs poderiam gravar as conversas e transmiti-las para algum lugar ignorado via internet.

A Samsung, que foi citada pelo site, logo se manifestou. Disse que sim, que suas SmartTVs reconhecem a voz do usuário, mas deixa claro que não armazena nem vende as conversas capturadas pelo sistema. E reforça que tudo é criptografado, deixando o material a salvo de hackers e outros pilantras soltos. Aí é que estaria o perigo.

Se as empresas vão ou não usar as informações, nunca saberemos. A política de privacidade da Samsung diz que o usuário deve saber que, “se as suas palavras faladas incluírem informações pessoais ou confidenciais, essa informação estará entre os dados capturados e transmitidos a terceiros por meio do uso de reconhecimento de voz”. Quem são os “terceiros”?

De qualquer maneira, a Samsung alerta que o dono da TV sempre sabe quando o sistema de voz está ligado. Por via das dúvidas, vale ativá-lo somente quando necessário. E manter silêncio...

INTELIGÊNCIA

É sempre bom quando a gente vê que os smartphones servem para algo mais que o selfie com subcelebridades. Cientistas da Universidade de Columbia, nos EUA, criaram um dispositivo que permite que seja feito, em apenas 15 minutos, o diagnóstico de infecção pelo vírus HIV ou da sífilis com um aplicativo que funciona tanto em Android quanto no iOS. O sujeito deposita uma gota de sangue no tal dispositivo, ajustado ao smartphone na entrada usada pelo fone de ouvido. A partir daí, é só esperar. E torcer. Ainda não se sabe quando o produto poderá ser comercializado. Tomara que dê certo — e que seja usado de forma consciente.

CARIDADE OU MARKETING?

O Mark Zuckerberg e a mulher dele, Priscilla Chan, doaram US$ 75 milhões a um hospital. Boa sacada. Mas precisa batizar o novo centro médico de ‘Priscilla and Mark Zuckerberg San Francisco General Hospital and Trauma Center’?

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