Por bferreira

Rio - Trabalhar como taxista costuma ser uma alternativa interessante para quem está cansado da rotina do escritório ou prefere ser o próprio patrão. Entre as vantagens, está a possibilidade de fazer o próprio horário. Porém, é importante lembrar que o salário depende da quantidade de corridas, por isso, quanto mais estrutura o taxista tiver, melhor.

Nesse sentido, as cooperativas podem ser úteis, pois costumam ter pontos em lugares movimentados, além de contar com o serviço de atendimento telefônico.

Mas atualmente, quem deseja trabalhar por conta própria também conta com a ajuda de aplicativos para smartphones. De uma forma ou de outra, é fundamental ter em mente que o táxi é um negócio e capacitação é sempre um diferencial.

Por Cezar Vasquez

PERGUNTA E RESPOSTA

“Estou cansado do meu emprego atual e gostaria de ser meu próprio patrão. Acho que uma boa alternativa seria virar taxista, mas tenho algumas dúvidas. Preciso necessariamente me unir a uma cooperativa ou posso trabalhar sozinho? Como faço para legalizar meu táxi?”

Carlos, Tijuca

Olá, Carlos. A opção pela cooperativa permite acesso aos clientes de forma mais fácil e segura. Essas organizações geralmente têm pontos em locais de grande concentração de pessoas, como shoppings, supermercados e aeroportos. Além disso, muitos passageiros preferem usar cooperativas a pegar táxis na rua, pois acreditam que essa forma é mais segura. Por outro lado, a cooperativa exige um pagamento mensal e estipula algumas regras.

Se você optar por trabalhar por conta própria, sem vínculo com cooperativa, saiba que pode se formalizar como Empreendedor Individual (EI), o que lhe permite ter nota fiscal e prestar serviços para empresas. Como EI, o novo empresário pagará apenas R$ 38,90 por mês e terá também acesso a benefícios previdenciários, como aposentadoria. O processo de formalização é gratuito e deve ser feito pela internet. (www.portaldoempreendedor.gov.br). Para aderir, seu faturamento não pode ultrapassar R$ 60 mil por ano.
É muito importante ter em mente que um taxi é considerado um tipo de negócio. Por isso, é necessário entender o máximo sobre o seu mercado de atuação. No site do Sebrae/RJ (http://goo.gl/PR4TH), há mais informações sobre a atividade, como exigências para legalização e investimentos. Vale a pena acessar e conferir.

Outra dica: o Sebrae, em parceria com a CNT, o Sest Senat e a Escola do Transporte, desenvolve o programa para aprimorar a qualidade dos serviços prestados, em função das chances que surgirão com as Olimpíadas. O programa prevê noções básicas de gestão e aulas à distância de inglês, entre outras iniciativas. Descubra mais em http://www.sestsenat.org.br/Paginas/Curso-Itiner%C3%A1rio-Formativo-para-Taxista.aspx. Boa sorte!

Cezar Vasquez é superintendente do Sebrae-RJ. Amanhã, Sucesso nas Compras

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