Prévia da inflação sobe 1,33% em fevereiro e chega a 7,36% em 12 meses

Este é o índice mais elevado desde fevereiro de 2003, quando atingiu 2,19%; em 12 meses, alta chega a 7,36%, diz IBGE

Por O Dia

São Paulo - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve variação de 1,33% em fevereiro e ficou 0,44 ponto percentual acima da taxa de 0,89% de janeiro. Este é o índice mais elevado desde fevereiro de 2003, quando atingiu 2,19%. Os dados, que são uma prévia da inflação oficial, foram divulgados nesta terça-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O acumulado para os dois primeiros meses do ano situou-se em 2,23%. Considerando os últimos 12 meses, o índice foi para 7,36%, o maior desde junho de 2005 (7,72%). Em fevereiro de 2014, a taxa havia sido 0,70%.

O destaque para a forte aceleração dos preços ficou com transportes (de 0,75% para 1,98%), da habitação (de 1,23% para 2,17%) e da educação (de 0,30% para 5,98%).

O grupo educação, com alta de 5,98%, apresentou o maior resultado de grupo no mês, refletindo os reajustes praticados no início do ano letivo, especialmente os aumentos nas mensalidades dos cursos regulares, que subiram 7,29%. Nas mensalidades dos cursos diversos (idioma, informática, etc.), a variação foi de 7,18%.

Considerando os principais impactos individuais, a liderança ficou com energia elétrica, que deteve 0,23 ponto percentual do IPCA-15 devido ao aumento de 7,70% nas contas. Além de reajustes nas tarifas de algumas regiões e de movimentos na parcela de impostos, o item refletiu a complementação do efeito do Sistema de Bandeiras Tarifárias, modelo de cobrança que passou a vigorar a partir de 1º de janeiro.

Também no grupo habitação (2,17%), houve influência de condomínio (0,97%), mão de obra para pequenos reparos(0,91%), gás de botijão (0,89%), taxa de água e esgoto (0,68%) e aluguel residencial (0,65%).

Nos transportes (1,98%), a alta reflete, principalmente, os reajustes ocorridos nas tarifas dos ônibus urbanos(7,34%).

Alimentação e bebidas variou 0,85%, com alguns produtos registrando fortes aumentos, como feijão carioca(10,07%), tomate (9,61%), hortaliças (7,71%), batata inglesa (6,77%) e pescados (3,62%). Mesmo assim, o grupo dos alimentos mostrou redução no ritmo de crescimento de preços, já que a alta em janeiro foi de 1,45%.

No grupo das despesas pessoais (1,22%), o destaque ficou com os itens excursão (7,48%), cigarro (4,44%),cabeleireiro (1,01%) e manicure (0,65%).

Os eletrodomésticos (1,33%) sobressaíram nos artigos de residência (0,62%), a telefonia celular (0,90%) no grupo de comunicação (0,28%), e em saúde e cuidados pessoais (0,39%) não houve destaques. Já os artigos de vestuário (-0,89%) se apresentaram em queda.

Últimas de _legado_Economia