Após assembleia, trabalhadores do Comperj mantém greve

Operários que trabalham nas obras do complexo pedem reajuste salarial de 10% e rejeita proposta de 7,13%

Por O Dia

Rio - Após assembleia realizada na manhã desta quarta-feira, trabalhadores das obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) decidiram manter a greve, que completa 10 dias. Os 3 mil operários se reuniram na estrada de acesso à obra, em Itaboraí, e farão nova assembleia nesta quinta-feira, às 7h30, para decidir os rumos do movimento. 

Presidente do Sintramon%2C Paulo César Quintanilha fala em assembleia nesta quarta-feira%2C próximo às obras do ComperjDivulgação

A categoria, representada pelo Sindicato dos Trabalhadores Empregados nas Empresas de Montagem e Manutenção Industrial do Município de Itaboraí (Sintramon), pede reajuste salarial de 10%, além de vale-alimentação de R$ 500. Os trabalhadores recusaram a proposta do patronato de reajuste salarial de 7,13%. Na sexta-feira, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) vai julgar a greve. 

Nova proposta oferece reajuste de 7% no Comperj

Segundo o presidente do Sintramon, Paulo Cesar Quintanilha, a greve tem adesão de cerca de três mil trabalhadores empregados em onze grandes empresas e consórcios. Esse número não leva em consideração as pequenas empresas, subcontratadas pelas maiores.

De acordo com o sindicalista, devido às denúncias de que há um grande número de trabalhadores ignorando o movimento, a assembleia foi transformada em permanente e, por isso, foi marcada outra para esta quinta-feira. "Precisamos aprender a entrar em uma paralisação e sair dela sem muitas sequelas porque, na vida, quando a gente dá dois passos para frente, tem que saber dar um passo para trás”, declarou Quintanilha. 

Últimas de _legado_Economia