Inflação deve cair a partir de abril

Previsão é do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, em audiência no Senado

Por O Dia

Rio - O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini disse ontem que a partir de abril a inflação será inferior às taxas mensais que vêm ocorrendo no primeiro trimestre. Ele participou da audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, onde respondeu às perguntas de parlamentares.

Em janeiro, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 1,24%, e, em fevereiro, em 1,22%. Tombini reiterou que a política monetária “está e continuará vigilante” e que é “factível” o objetivo de convergência da taxa para o centro da meta da equipe econômica, de 4,5%, a partir de 2016.

Ele também repetiu que a inflação sofre pressão do ajuste dos preços internacionais, impactados pelo fortalecimento do dólar, e dos preços administrados, como os de energia e gasolina. O presidente do BC voltou a destacar que 2015 será um ano de “transição”.

Em resposta ao líder o DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), Tombini acrescentou que o Banco Central tem total autonomia operacional. Segundo ele, a instituição retomou, desde outubro de 2014, o ciclo de elevação da Selic, a taxa básica de juros da economia, porque as circunstâncias mudaram. “O BC não mudou. O que mudou foram as circunstâncias entre setembro e outubro”, explicou Tombini.

O senador tinha observado que, logo após as eleições, a instituição começou a elevar os juros. Tombini rebateu Caiado dizendo que a possível elevação da taxa Selic já estava indicada, na época. O Relatório Trimestral de Inflação de setembro do ano passado já apontava essa tendência. “Estávamos no gatilho para mudar a política monetária.”

O presidente do BC aproveitou para defender o ajuste fiscal promovido pelo governo. Para ele, o pacote, que será analisado pelo Congresso, “ajusta os instrumentos sem retirar direitos”. O Executivo enviou ao Congresso medidas provisórias que alteram regras para benefícios como seguro-desemprego, auxílio-doença e pensão por morte.

“Quanto mais tempestiva a implementação do ajuste fiscal, mais rápido começaremos a ver os resultados”, disse Tombini.

Últimas de _legado_Economia