Inflação do aluguel sobe quase 1% no último mês

Variação do índice ficou acima de fevereiro. Em 12 meses, o IGP-M atingiu 3,16%

Por O Dia

Brasília - Usado como base de cálculo nas renovações de contrato de aluguel, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) encerrou o mês de março com alta de 0,98%. A variação ficou acima da registrada em fevereiro (0,27%), mas abaixo do mesmo período do ano passado (1,67%). Em 12 meses, o índice registrou alta de 3,16% e, neste ano, de 2,03%, segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

Dois componentes do IGP-M tiveram elevações com taxas acima das registradas em fevereiro: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que subiu de 0,09% para 0,92%, e o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que passou de 1,14% para 1,42%. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou decréscimo, de 0,5% para 0,36%.

Entre os itens do IPA que mais influenciaram o avanço estão as commodities (produtos primários com cotações no mercado internacional). Em média, as matérias-primas aumentaram 2,02% revertendo o movimento de queda em fevereiro (-1,32%). As maiores altas ocorreram nos seguintes produtos: soja em grão (de -6,39% para 8,30%); minério de ferro (de -3,52% para 1,19%) e milho em grão (de -1,08% para 3,75%).

Em compensação, os preços da mandioca sofreram uma queda significativa (de 10,94% para -1,31%). E o café em grão baixou de 1,50% para -3,23%. A inflação do algodão em caroço diminuiu a intensidade de alta (de 6,41% para 0,49%).

Em relação ao IPC, três dos oito grupos pesquisados apresentaram elevações, com destaque para habitação (de 1,19% para 2,93%), influenciado pela tarifa de eletricidade residencial (de 3,68% para 16,84%).

Também apresentaram acréscimo os grupos: Alimentação (0,92% para 1,10%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,39% para 0,72%). Os destaques partiram dos itens: laticínios (-1,47% para 0,47%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,66% para 1,40%).

Em contrapartida, apresentaram decréscimo os grupos: Transportes (2,60% para 1,51%), Comunicação (0,36% para -0,04%), Despesas Diversas (1,49% para 0,88%), Educação, Leitura e Recreação (0,86% para 0,81%) e Vestuário (0,04% para -0,24%).

Quanto ao INCC, a maior pressão foi exercida pelo aumento médio da mão de obra (de 0,26% para 0,31%). Os preços dos materiais, equipamentos e serviços perderam força, com alta de 0,41%, menor do que a registrada em fevereiro (0,77%).

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