Inflação oficial fechou março com a maior taxa mensal desde 2003

Considerando-se apenas os meses de março, essa é a maior taxa desde 1995

Por O Dia

Rio - Com uma alta de preços de 1,32%, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, registrou a maior taxa mensal desde fevereiro de 2003, quando o índice havia ficado em 1,57%. Considerando-se apenas os meses de março, essa é a maior taxa desde 1995 (1,55%). Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 12 meses, o IPCA acumula inflação de 8,13%, acima do teto da meta do governo federal, que é 6,5% e a maior taxa desde dezembro de 2003, que foi 9,3%. Já a taxa acumulada no ano (3,83%) é a maior para um primeiro trimestre desde 2003 (5,13%).

A inflação em março foi puxada principalmente pelo grupo de despesas habitação, que teve uma inflação de 5,29%. O aumento dos preços desse grupo de despesas pode ser atribuído, em grande parte, à alta de 22,08% no custo da energia elétrica. Esse item isolado respondeu por mais da metade da inflação no mês.

Outra contribuição importante para o IPCA veio dos alimentos, que tiveram alta de preços de 1,17% em março. Em fevereiro, o grupo alimentação e bebidas teve inflação menos intensa: 0,81%. Os transportes tiveram inflação de 0,46%, abaixo dos 2,2% de fevereiro. O grupo de despesas comunicação foi o único que apresentou deflação (queda de preços) em março: -1,16%.

Inflação para famílias com renda mais baixa fica em 1,51%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda até cinco salários mínimos, ficou em 1,51% em março deste ano. A taxa é superior à observada em fevereiro (1,16%) pelo próprio INPC.

O índice também superou a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em março deste ano, que ficou em 1,32%. Tanto os produtos alimentícios quanto os não alimentícios tiveram alta, segundo o INPC.

Os alimentos passaram de uma inflação de 0,86% em fevereiro para uma taxa de 1,21% em março. Os preços dos produtos não alimentícios subiram de 1,29% para 1,64% no período. Assim como o IPCA, o custo com a energia elétrica pesou no bolso do consumidor de renda mais baixa.

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