Por bferreira

Rio - Antes de ser admitida numa companhia, a pessoa deveria responder a três perguntas: Qual o seu sonho? Como pretende realizá-lo? Como integrar-se ao nosso sonho? Pessoas e empresas podem realizar suas utopias, seus sonhos grandes, se sonharem juntas.

Fazer com simplicidade o que é simples é sabedoria. Transformar o complexo em simples é total sabedoria. Para o Barão de Itararé, tudo seria fácil se não fossem as dificuldades. Problemas têm complexidades crescentes, e muitas pessoas e empresas escolhem caminhos que levam a lugar algum, transformam o simples em complexo, o complexo em insolúvel; temem a própria sombra, tropeçam em grãos de areia.

Ter sempre objetivos que substituam conquistas é vital para novas conquistas. Chegamos ao pico da montanha mais alta: temos que voar, não rolar montanha abaixo! Tomar o poder não é o problema; mantê-lo, sim, disse Maquiavel.

Gestão empresarial é filosofia, arte, atitude e técnica. A empresa líder em tempos sob velocidade de mudanças domina as leis da natureza e do mercado, transforma potência em poder, ousa e inova sempre. Saber para ser, para transformar. Saber fazer. Ser senhor de seu destino, não escravo das circunstâncias. Ser outro a cada dia, fazer sempre mais e muito melhor.

Temos que ser capazes de ser o que somos capazes de dizer. Filosofia é ordem de dizer; cultura, ordem de ser. O exemplo não é a melhor maneira de se mostrar a vida: é a única. A cultura é tudo, ela cria na empresa o ambiente virtuoso em que pessoas sonham juntas, visões de mundo e de futuro, habilidades e competências em sistema integrado de papéis de alta complexidade, todos olhando para a mesma direção, almas únicas em corpo único.

Para Jim Collins, em ‘Sonho Grande’, a cultura que permite a uma grande empresa a sua perpetuação valoriza o desempenho, não o status; a realização, não a idade; a contribuição, não o cargo; o talento, não as credenciais.

Quem não sonha não move o mundo. Incapaz de se mover, apenas come comida e bebe bebida, jamais será predileto dos deuses. Liderar é servir, conduzir processos de mudanças harmonizando pessoas, sonhos e cultura, é levar pessoas aonde jamais chegariam se estivessem sozinhas. Panta rei.

Ruy Chaves é diretor da Estácio e da Academia do Concurso

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