Por felipe.martins

Rio - A terceira fase do programa habitacional ‘Minha Casa, Minha Vida’ vai alterar as faixas de renda para descontos dentro do financiamento de imóveis. A proposta em estudo pelo governo prevê adotar patamar intermediário para beneficiar famílias com renda mensal entre R$1 mil e R$ 2 mil. Também está em análise a possibilidade, em caso de financiamentos, que o trabalhador use cotas do FGTS para o pagamento.

Atualmente, o programa possui três faixas de descontos. A primeira é voltada a famílias que recebem até R$1,6 mil. Há subsídio que chega a 95% do imóvel. Essa faixa seria desdobrada, com uma até R$ 1 mil e outra de R$ 1 mil a 2 mil. A faixa 2 passaria a ser a terceira, atendendo quem ganha até R$ 3.275, com subsídio-teto de R$ 25 mil. E a última seria mantida, servindo a trabalhador com rendimentos de até R$ 5 mil, mas sem nenhuma ajuda financeira. No entanto, sendo favorecida por descontos de seguros obrigatórios.

De acordo com o governo, o motivo da mudança ocorrerá pelo fato de a primeira faixa acabar favorecendo mais quem recebe entre R$800 e R$ 900 do que os que ganham até o limite da faixa 1. A ideia é oferecer subsídio maior do que R$ 25 mil a quem entrar no novo patamar.

A terceira fase será lançada oficialmente ainda no primeiro semestre do ano. A previsão é que saia até o começo do mês de maio e as contratações das imóveis tenham início no segundo semestre. A meta do governo, já anunciada pela presidenta Dilma Rousseff, para a próxima etapa é que sejam contratada mais três milhões de unidades até 2018.

Desde que o programa foi lançado, em 2009, foram contratadas 3,75 milhões de moradias em todo o país. De acordo com o governo mais de 2,1 milhões já foram entregues à população em seis anos.Outra alteração que está na pauta do Ministério das Cidades é a que mexe com o limite de altura máxima dos prédios. Hoje, os imóveis não podem passar de quatro andares, o que dispensa a instalação de elevadores.

O governo trabalha para reduzir o tempo necessário para a regularização dos unidades. As propostas discutidas com o setor da construção levam em conta o cenário atual de ajuste fiscal.

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