Por bferreira

Rio - O Facebook é uma ferramenta genial para fazer amigos e disseminar ideias, mas é sempre bom lembrar que a empresa está na luta para ganhar o mundo inteiro, e está no caminho certo. Por isso, não custa nada manter um certo espírito crítico em relação a ele.

Dilma e Zuckerberg encontraram-se para discutir inclusão digital no país Pablo Tavares

Daí que vejo com desconfiança o anúncio de que Dilma e o chefe do Facebook, Mark Zuckerberg, encontraram-se para discutir inclusão digital no país. Pelo pouco que foi anunciado, o Facebook ficará responsável por oferecer o sinal de internet a populações mais carentes ou em regiões mais remotas do país. Já o governo brasileiro ficará responsável pelo óbvio: serviços sociais.

Somente em junho serão divulgados mais detalhes sobre a parceria. O Zuckerberg já divulgou uma notinha dizendo que está ansioso para ajudar mais brasileiros a se conectar com seus entes queridos, além de criar boas oportunidades de negócios para todos. Já existe um projeto semelhante em Heliópolis, comunidade muito pobre de São Paulo, com 200 mil moradores. Por lá, o Facebook instalou um centro para ajudar estudantes e comerciantes a ganharem o mundo.

Como o Facebook conta com a simpatia de nada menos que cem milhões de brasileiros, a experiência tem tudo para dar certo. Mas, como toda empresa, seja pública ou não, o Facebook precisa de dinheiro. Por isso mesmo, não dá para pensar em projetos de inclusão digital sem lucros e dividendos.

Qualquer hora dessas, como de costume, a conta chega.

O Instagram já está exibindo anúncios de empresas da pesada, como Avon, Coca-Cola, Vivo e Volkswagen, entre outras tantas. A ‘invasão’ é mais do que necessária, considerando que são 300 milhões compartilhando 70 milhões de fotos ou vídeos por dia. Mas precisa curtir anúncio?

NOTAS

E LÁ VAMOS NÓS

Não existe hoje , no mundo dos smartphones, bobagem mais popular do que o tal do Dubsmash. É um aplicativo com que o usuário dubla inúmeros trechos de música ou diálogos de filmes, novelas etc — e que come o tempo da gente. Vamos ver quantas semanas essa onda vai durar...

PODE ISSO?

Curioso como temos dificuldade para entender que o acesso à rede tem que ser aberto. O restaurante Devassa, do Flamengo, por exemplo, encontrou uma solução sui generis para controlar o uso do Wi-Fi da casa. O cliente é obrigado a entregar o smartphone para o próprio gerente digitar a senha de acesso à rede. O gerente diz que, assim, evita que seus funcionários usem a internet sem fio da casa. Estranho, porque mostra que não confia na sua equipe. Mas a solução também mostra que o gerente tampouco confia nos clientes, que não têm o direito de saber qual senha está sendo digitada. Incrível...

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