Por bferreira

Rio - Os armamentos não letais que serão usados pelas forças de segurança pública nos Jogos Olímpicos de 2016 foram apresentados ao mercado na Laad (Feira Internacional de Defesa e Segurança), que iniciou na última terça-feira e vai até amanhã. Entre os destaques estão a máscara “Darth Vader” e um lançador de tinta que funciona como uma arma de paintball, marcando o alvo e facilitando a identificação.

De acordo com a Condor, empresa de tecnologias não letais responsável por fornecer esses equipamentos para a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge), já foram adquiridas 3.700 unidades da máscara, que tem o objetivo de criar impacto psicológico. Além dos lançadores de tinta, também foram adquiridas armas de choque Spark, mas os números não foram divulgados.

O grande lançamento, porém, é o balão de monitoramento, que detecta presença humana a 13km de distância, comporta câmeras diurna e noturna, chega a 100 metros de altura e é resistente a tiros, além de não ser abastecido com gás inflamável.

“Foram adquiridos quatro balões, um para cada complexo esportivo. Com a proximidade das Olimpíadas, houve aumento na demanda por armamentos não letais, mas o principal é que as forças de segurança diversificaram muito as compras. E é uma tecnologia que vai ficar como legado. Não será um elefante branco”, avalia Viviane Migueloti, analista comercial sênior da Condor.

Primeira arma de choque produzida no Brasil, a Spark dispara dois dardos a distâncias de oito ou dez metros, com carga elétrica de 50 mil volts/2,8 miliamperes. Coordenador de treinamento da Condor para esse equipamento, Ricardo Soares conta que a tendência é que cada vez mais as forças de segurança optem por tecnologias não letais. “Nos últimos anos as polícias acordaram para a necessidade de diminuir a intensidade da força. A sociedade exige que não se mate de forma desproporcional”, explica o especialista.

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