Prévia da inflação oficial fica em 1,07%, maior taxa de abril desde 2003

Principal impacto na prévia de abril veio do grupo de despesas habitação, que teve inflação de 3,66%

Por O Dia

Rio - A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), desacelerou em abril, fechando o período com variação de 1,07%, ante 1,24% em março. Foi o segundo mês consecutivo de alta menor. Mas, mesmo assim o índice registrou o maior nível desde 2003, quando houve elevação de 1,24% no mês de abril.

No acumulado dos últimos 12 meses, o avanço é de 8,22%, contra 7,90% em março, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual é o maior desde que chegou a 8,46%, em janeiro de 2004.

Os preços administrados, que sofrem regulação do governo, continuam a pressionar o orçamento. Novamente, a energia elétrica foi o fator que mais pesou no índice, com alta de 13,2% no mês. Individualmente, o item respondeu por 0,45 ponto percentual de alta. Além dos reajustes concedidos nos contratos das distribuidoras, pesou no bolso a correção da bandeira tarifária. O valor do indicador vermelho, por exemplo, aumentou 83,33%, subindo de R$3 para R$5,50.

Juntos, os grupos Habitação, com impacto de 0,55 ponto percentual, e Alimentação e Bebidas, com 0,26 ponto percentual, responderam por 75,70% do índice do mês. Na Alimentação, com alta de 1,04%, os destaques foram cebola (6,72%), alho (6,61%), ovos (5,49%), leite (4,96%), tomate (4,28%) e óleo de soja (3,68%).

Outro item que sofreu forte valorização no mês foi a passagem aérea, com alta de 10,30%, influenciada pela alta do dólar. Também foram relevantes, em abril, a variação nos serviços bancários (1,32%), telefone com internet (1,18%), empregado doméstico (1,12%); cabeleireiro (1,07%), vestuário (0,94%), conserto de automóvel (0,89%) e remédios (0,81%).

No final do mês, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central volta a se reunir. O órgão é responsável por regular a taxa básica de juros, um mecanismo de combate à inflação. Atualmente, a taxa está fixada em 12,75% ao ano.

Para os especialistas consultados pela pesquisa Focus, a autoridade monetária deve elevar novamente a taxa, para tentar conter o avanço dos preços. O levantamento aponta para uma alta de 0,5 ponto percentual, fazendo a taxa chegar a 13,25% ao ano.

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