Por bferreira

Rio - Comentei aqui, dia desses, que é bom a gente ficar de olho na parceria entre o querido Facebook nosso de cada dia e o governo federal. A empresa quer facilitar o acesso gratuito à internet para todos. Seu projeto Internet.org já está sendo tocado em vários países, e quer intensificá-lo aqui também. Mas a verdade é que não é tão gratuitamente assim, porque — claro — quase nada se faz de graça no mercado da internet, e muito menos quando se trata de Facebook. Daí que um grupo de defesa do consumidor, a Proteste, e outras 33 entidades civis encaminharam à presidenta Dilma uma carta criticando o acordo, que foi anunciado há duas semanas.

Proteste e outras 33 entidades civis encaminharam à presidenta Dilma uma carta criticando acordo com FacebookArte%3A O Dia

O problema é um velho conhecido da indústria de tecnologia e, particularmente, no Brasil: a tal da reserva de mercado, que tanto atrapalhou o desenvolvimento do país . O documento encaminhado à Dilma é claro nesse ponto: quando o Facebook promete acesso gratuito e exclusivo a aplicativos e serviços, ele acaba limitando o acesso a outros serviços da rede, “oferecendo aos usuários de baixa renda acesso a apenas uma parte da internet”.

Já vivemos isso há muito tempo, ainda nos anos 1990, e o ‘malvado’ da vez era a Microsoft, que quis tomar conta da internet. Acabou processada por abuso de poder, monopólio etc e tal. Agora o Facebook está indo pelo mesmo caminho. A liberdade de escolha do usuário tem que ser respeitada. Foi o mesmo erro em que caiu a Microsoft.

A carta da Proteste para Dilma diz isto: “Esta estratégia da rede social, realizada em parceria com operadoras de telecomunicações e provedores de conteúdo, desrespeita o princípio da neutralidade, ainda que garanta o uso dos aplicativos e conteúdos mais populares”.

Mais uma vez fica a dica: use Facebook, mas com cuidado.

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NOTAS

BOLA FORA DA SONY
O leitor Moreira da Silva escreve bastante decepcionado com a Sony. Ele comprou um smartphone no dia 16 de março e JÁ está com defeito. Ligou para a Sony e foi informado de que, para deixar no conserto o aparelho, que tem apenas 40 dias de uso, a única opção é ir à Barra da Tijuca, das 9h às 18h.

“E todos sabem o tempo que se perde para ir à Barra”, lamenta ele, com razão.

A alternativa também não é grande coisa: mandar o aparelho para a fábrica em São Paulo e esperar pelo menos um mês pela devolução. E ficar sem celular no período. Assim fica difícil, muito difícil. Estou solidário com o leitor.

HAJA CULTURA
Estudantes ociosos de Leicester, na Inglaterra, calcularam que seriam necessários 136 bilhões de folhas de papel A4 para imprimir todo conteúdo da internet hoje, sem falar em pornografia. Seriam umas 16 milhões de árvores. Sabe para que serve essa informação? Nem eu.

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