Por felipe.martins

Rio - Manter uma vida sexualmente ativa pode, além do bem à saúde, aliviar o bolso. Estudo britânico aponta que pessoas que fazem sexo duas ou três vezes por semana ganham 4,5% mais em seus empregos em comparação com as pessoas que transam menos. Já os que raramente fazem sexo recebem, em média, 3% menos.

A pesquisa é do professor de Economia da Universidade Anglia Ruskin, Nick Drydakis. O levantamento teve a participação de 7,5 mil gregos. De acordo com os dados, Ruskin concluiu que há ligação direta entre o salário mais alto e o sexo mais frequente. Contudo, o estudo não concluiu se o sexo das pessoas com melhor remuneração melhorou o desempenho no trabalho. E se o contrário também existiu.

Os amigos Robson%2C João e Carmelita defendem que ter vida sexual ativa e ganhar mais é algo relativo e varia de acordo com a carreira do profissional Alexandre Brum / Agência O Dia

A pesquisa comportamental também revelou que os trabalhadores que tomam medicamentos controlados são 5,4% menos ativos sexualmente dos que não têm doenças crônicas. A frequência também é menor nos empregados que têm diabetes, reumatismo, artrite e câncer, entre outras doenças. Quem tem problemas cardíacos é 11,4% sexualmente menos ativo, apontou a pesquisa.

A professora Carmelita Gomes, 36, defende que o o resultado da pesquisa é relativo: “Se a pessoa transa mais vezes na semana, pode acabar se cansando mais durante o trabalho e não render tanto. Acredito que isso varie de acordo com a área de atuação do profissional.”

O também professor João Leal, 44 anos e o analista de suporte Robson Barradas, 30, concordam que transar mais vezes não significa obrigatoriamente obter salários mais elevados.

Sobre a redução de produção de trabalho para quem faz uso do medicamento de uso controlado ou portadores de doenças mais graves, os amigos acreditam que uma vez doente, o profissional acaba sem disposição para trabalhar e avançar na carreira. Isso independente de ser um autônomo, empresário ou empregado. “Há falta de estímulo como um todo”, analisa João.

Diversidade sexual pode garantir maior lucratividade

Empresas que estimulam a contratação de olho na diversidade sexual têm maior lucratividade. Pesquisa Demitindo Preconceitos, da Consultoria Santo Caos, exemplifica que no Reino Unido, para cada 10% de aumento de diversidade, o lucro aumentou 3,5%. Além disso, a diversidade faz com que a empresa entenda melhor um público forte e com grande poder de compra.

Segundo a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, há mais de 18 milhões de pessoas LGBT no Brasil. A pesquisa aponta também que neste segmento, funcionários satisfeitos e felizes são mais produtivos.

A associação aponta ainda que 47% do público LGBT estão nas classes A e B e eles movimentam R$ 150 bilhões por ano no país. O levantamento também destaca que incluir esse segmento da sociedade no quadro de funcionários e combater o preconceito pode ajudar as empresas a pensar diferente, aprender a ser comunicar e até vender mais para o segmento.

Apenas 47% declaram orientação sexual no trabalho. E 90% contam para os colegas, 32% para algum superior e apenas 2% conversam com gestor de Recursos Humanos. O medo é que ao conversar com o gestor de pessoal, haja demissão ou discriminação.

O medo tem razão e fundamento, já que 40% dos entrevistados pela Santo Coas afirmaram que já sofreram discriminação por orientação sexual no trabalho. A pesquisa aponta situações como fofocas, piadas sem consentimento, assédio moral e exposição ou afastamento de colegas.

Mulheres: Classe média é mais ativa

Mulheres de classe média têm vida sexual melhor que as mais pobres, foi o que apontou estudo da Agência de Saúde Pública de Barcelona, publicado na revista “Annals of Epidemiology”.

As que recebem mais também têm menos chances de ter um relacionamento abusivo, sofrer estupro ou agressão sexual. Os pesquisadores apontaram que elas também têm maior poder de decisão para deixar relacionamento abusivo mais cedo ou procurar aconselhamento profissional.

Segundo Dolores Ruiz, da Agência de Saúde Pública de Barcelona, as mulheres com melhor nível sócio-econômico têm maior consciência de suas preferências e maior capacidade de desenvolver sua sexualidade de maneira a lhes garantir maior satisfação sexual.

Já as mulheres mais pobres alegam ter relações sexuais menos satisfatórias, o que as impactaria negativamente na vida familiar e profissional. O levantamento aponta ainda que as mulheres, assim como os homens, que têm maior remuneração e status se sentem poderosas e no controle da própria vida.

Das pertencentes à classe média, 90% afirmaram estar satisfeitas com a vida sexual em geral.

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