Por karilayn.areias

Rio -  O Brasil não deve cumprir no tempo previsto (até 2033) a meta do Plano Nacional de Saneamento Básico do governo federal, de universalização do acesso ao tratamento de esgoto e água. A conclusão é do Instituto Trata Brasil, com base em seu Ranking do Saneamento Básico, divulgado semana passada. Só 39% da população tinham em 2013 esgoto tratado – evolução de apenas 0,3% em relação ao ano anterior. Segundo o Trata Brasil, isso significa que mais de 5 mil piscinas olímpicas de esgoto não tratado foram jogadas por dia na natureza, em 2013.

O Estado do Rio só tem um município%2C Niterói%2C na lista de cidades brasileiras em boas condiçõesAgência O Dia

O ranking avaliou serviços de água e esgoto das 100 maiores cidades do país – nas quais vivem 80 milhões (40% da população do Brasil). “A maior parte delas não vai atingir todos os indicadores, principalmente de tratamento de esgoto e redução de perda de água”, disse Édison Carlos, presidente executivo do instituto. “O avanço obtido nos últimos cinco anos é relevante, mas insuficiente” .

Segundo o levantamento, destas maiores cidades, 8 já atingiram a universalização dos serviços e 12 se encaminham para alcançá-la em breve. Já entre as 20 últimas colocadas, nenhuma atingirá a meta até 2033.

A única cidade representante do Estado do Rio entre as melhores do ranking é Niterói, em 6º lugar. Os demais municípios fluminenses classificados como grandes cidades não ficaram nem perto das dez primeiras colocadas da lista de 100. Petrópolis é a próxima a aparecer, na 25ª posição. Também foram citadas Volta Redonda (30ª), Campos (45ª) e a capital, em 56º lugar. Já as que ficaram entre as piores do país são: São João de Meriti (91ª), São Gonçalo (90ª), Caxias (88ª), Nova Iguaçu (87ª) e Belford Roxo (82ª).

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