Por fernanda.macedo

Brasília - A taxa de desemprego subiu a 7,9% no primeiro trimestre deste ano na comparação com os três meses anteriores, maior patamar em dois anos, com forte aumento da procura por emprego, em mais um sinal das dificuldades enfrentadas pela economia ainda que o rendimento real tenha subido.

A leitura apontada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou alta em relação à taxa de 6,5% no quarto trimestre.

Também ficou acima do resultado do primeiro trimestre de 2014, quando a taxa de desocupação no país alcançou 7,2%, e é a mais alta desde o primeiro trimestre de 2013, quando alcançou 8,0% .

Os dados da Pnad Contínua sobre o período de janeiro a março deste ano mostram recorrência do cenário de aumento da procura por trabalho e do corte de vagas, que vem sendo a marca do mercado de trabalho desde o início do ano.

De acordo com a pesquisa, no primeiro trimestre o nível de ocupação no país, que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar, foi de 56,2%, contra 56,9% no quarto trimestre de 2014 e 56,8% nos três primeiros meses do ano passado.

Entre janeiro e março, o número de desocupados, que inclui aqueles que tomaram alguma providência para conseguir trabalho, chegou a 7,934 milhões de pessoas, alta de 23% em relação ao quarto trimestre. Já a população ocupada chegou a 92,023 milhões de pessoas, um recuo de 0,9% sobre o período anterior.

Por outro lado, o IBGE informou que o rendimento real dos trabalhadores teve alta de 0,8% na comparação com o trimestre anterior, para R$ 1.840,00, mas ficou estável em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

A Pnad Contínua tem abrangência nacional e o objetivo é que substitua a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que considera apenas dados apurados em seis regiões metropolitanas do país. De acordo com a PME, em março o desemprego subiu pelo terceiro mês, chegando a 6,2%.

O mercado de trabalho vem sucumbindo à fragilidade da economia, cuja expectativa é de contração neste ano, à inflação alta e aos juros elevados.

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