Por bferreira

Rio - O desemprego no Estado do Rio fechou em 6,5% no primeiro trimestre deste ano. O resultado é 0,2 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período de 2014, quando marcou 6,7%, segundo dados da Pnad Contínua Trimestral, pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgada ontem. Em comparação com 2012, a queda é ainda maior. No primeiro trimestre daquele ano o desemprego ficou em 8,5%.

No entanto, o indicador nacional mostra que a taxa subiu no país chegando a 7,9% no 1º trimestre deste ano, 0,7 ponto percentual acima de igual trimestre do ano passado, que marcou 7,2%. É a taxa mais alta desde 2013, quando a desocupação do período estava em 8%.

No Sudeste, a taxa de desocupação no período ficou em 8%. Mas em São Paulo o desemprego avançou mais, ficando em 8,5%, seguido por Minas, em 8,2%. No lado oposto, o Sul tem a menor taxa de desocupação, em 5,1%, e Santa Catarina registra o nível de desemprego mais baixo do país, em 3,9%.

A situação do mercado de trabalho no país é mais crítica no Nordeste, onde a taxa de desocupação alcançou os 9,6%, com destaque para o Rio Grande do Norte, em que o desemprego ficou em 11,5%, e Bahia, em 11,3%.

A perda de fôlego do emprego no país resultou reflexos no rendimento médio real habitual dos trabalhadores, que se manteve estagnado no ano em R$ 1.840 — saindo dos R$1.839,74 para R$ 1.839,84.

Embora a indústria lidere as demissões, os dados do IBGE revelaram crescimento na ocupação de um ano para o outro, com alta de 1,9%.

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